sábado, 31 de dezembro de 2011

Antes que o mundo acabe


Uma feliz passagem de ano e que 2012 tenha posts melhores neste blog porque eu certamente não me vou responsabilizar.


terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº544)


Se Jesus é Deus encarnado no seu próprio filho, isso não significa que Deus engravidou a sua mãe que é sua filha e ao mesmo tempo sua irmã visto que somos todos filhos de Deus?

Deus é o Alfa e o Ómega dos rednecks.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

I always end up feeling depressed


Eu ia dizer que em puto eu era o Charlie Brown, mas depois apercebi-me que não mudei assim tanto até agora.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Although it's been said many times, many ways


Para todos vocês, ou pelo menos para aqueles de vós de quem eu até gosto: Que este vosso Natal seja o melhor que já tiveram.

Pensamentos Divergentes (nº224)


toca o clarinete solitário.
as casas contêm o reboliço
e os putos carregam-se de espectativa
e há quem deseje por uma neve
que cubra os pecados desta cidade
mas eu e tu sabemos qual a verdade.

e por agora, nada parece real
talvez no próximo Natal.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

For all my pretty manners I'd do the same


Eu e tu, e todos os outros, poderemos encontrar alguma paz na noção de que não há nenhuma paz a ser encontrada por qualquer um de nós.

Pensamentos Divergentes (nº223)

Este é de e para Ela

em breve os teus olhos
não mais fixarão os meus
flutuarão vazios no escuro
cegados no segredo desse deus

e o solo vai-me roubar o teu corpo
e esconder os teus lindos ossos
pudera eu repousar com eles também
em nadas que seriam só nossos,

cruzados eternos torpes em amor
um suspiro preso na suspensão de ar
para sempre sós na nossa companhia
que o silêncio é a mais bela canção de embalar

mais uma garrafa de vinho vazia aos nossos pés
eu não tenho medo de morrer
só de dias sem sentir a tua gargalhada
e de não poder mais te ver

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Don't you know that Lady Luck has found you?


Se a chave para viver uma boa vida é o optimismo, eu preciso é de arranjar forma de arrombar a porta.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Sobre algemas



Com ou sem a presença de intenção, todos somos prisioneiros. Prisioneiros de um outro, prisioneiros de um dogma, prisioneiros de um pensamento, prisioneiros de um corpo, mas acima de tudo prisioneiros de nós mesmos. Porque o maior inconveniente de prender alguém é o trabalho que dá e existe sempre a possibilidade de ele se libertar - mas se ensinarmos o prisioneiro, desde cedo, a emprisionar-se a ele próprio, não só podemos descartar-nos da responsabilidade das suas grilhetas como asseguramos que será prisioneiro para sempre. E se o fizermos a toda a gente e fizermos com que os prisioneiros se ensinem uns aos outros e que se castiguem uns aos outros quando alguém sai ligeiramente da linha, criámos uma sociedade não-livre, uma sociedade que pratica o culto da infelicidade.
Podemos passar uma vida inteira com os mesmos entraves, a bloquear-nos automaticamente daquilo que queremos ou precisamos. E uma pessoa pode passar uma vida inteira a impedir-se ou a abnegar-se de ser feliz porque "Não merece", convencida de que esta ideia foi sua e de que esta é de facto a decisão mais acertada. E é assim que pais ensinam a filhos que a vida não é para ser lutada ou resolvida, e que irmãos e amigos se apoiam nas "decisões difíceis" que terminam sempre num render de armas antes se quer de se munirem com os mosquetes. 
É o pior serviço que se pode fazer a alguém que se ama e no entanto todos o fazemos. É aceitar a mentira ignóbil de que não possuimos controlo algum sobre a nossa própria vida, prisioneiros de nós próprios sem conhecer ou desconfiar do nosso encarcerador.

A boa notícia é que as algemas, apesar de resistentes, são imaginárias. Só lá estarão enquanto nós lhes dermos autorização. E se somos prisioneiros de nós próprios, também seremos nós próprios (e só nós próprios) que nos poderemos libertar.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Necrocracias



2011 está quase a acabar mas está decidido a incomodar até ao fim. É que este ano foi incomodativo para quem tem preocupação em manter uma consciência e uma moralidade asseada.
Durante este período de rotação em torno do Sol, a fortuna presenteou-nos com a morte de dois ditadores e um terrorista que, como indivíduos, simbolizavam tudo o que as suas "classes" tinham de mais terrível. Saiu hoje a notícia de que Kim Jon-il morreu - antes dele foi o Kadafi e antes dele o Osama Bin Laden, deixando-nos sempre com um ligeiro sabor a alegria por nos termos despachado deles. E é este o problema, é o sentimento de satisfação que a maioria de nós sente em ver o vilão destronado de vida quando nenhuma das suas mortes (por mais violenta que tenha sido) servirá para aplacar, e muito menos corrigir, o mal que fizeram em vida. Dão-nos no entanto uma sensação fictícia de conclusão, quando deveríamos ter uma sensação de início. A morte de um governante tirano é sempre uma hipótese para a mudança para um melhor mundo, mudança para a qual temos de intervir. Infelizmente, tendo em conta o colectivo da raça humana, não temos um grande historial de sucesso nestas situações.

Seja como for, o filho de Kim Jong-il, Kim Jong-un, irá suceder ao trono do mal a não ser que se dê um menos provável golpe militar na Coreia do Norte - situação que, aliás, não seria consideravelmente mais benéfica. A Coreia do Norte ainda está muito longe de mudar realmente. Será no entanto caso para dizer: o Kim morreu, curta vida ao Kim.

Where the well of human hatred is shallow and dry


Preciso de viver numa cidade mais fria.

Vida dupla


Na minha vida pessoal faço por ocultar (ou melhor, não faço por revelar) a toda a gente que tenho se quer a inclinação para escrever seja o que for, muito menos poesia. O que escrevo para mim é mais íntimo do que a maioria das interacções sociais a que me submeto e não tenho coragem de partilhar se não com uns poucos o que considero ser o meu eu real - ou a maioria de mim.
E agora ando a reparar que este blog com o tempo, mas particularmente na sua história mais recente, passou a ser mais dedicado à minha escrita e muito menos sobre o resto de mim. E eu não sei se esta ocultação não faz de mim menos "humano" e se não estou aqui a tentar fazer o reverso do que faço lá fora de forma a manter a(s) minha(s) identidade(s) sempre o mais possivelmente afastada(s) dos outros.
Tudo porque não quero que quem está la fora me conheça cá dentro e porque também não quero que quem está cá dentro me conheça lá fora.

Confirmando-se isto, esta minha experiência no blogger foi um falhanço pelo menos parcial.
E para ser honesto, este post não é se não um testar das águas - uma provocação a mim próprio para ver como reajo.

Pensamentos Divergentes (nº222)


riscavas o chão, como quem brinca às guerras
e como quem não conhece prisioneiros ou amarras
que era como conquistavas as almas que até hoje encerras
e esse olhar que te amolava as palavras,
as mesmas que usavas para me desfiar
rasgando-me em serpentinas para celebrar
o efeito colorido que o meu amor fez
e a ignorância dos nossos clichês.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº 543)


A minha ideia para acabar com políticos incompetentes - e consequentemente com a crise financeira - é os bancos de esperma em Portugal começarem a pagar bem aos seus dadores. É que como estamos de momento, a entrada no mundo da política é a única forma de um punheteiro profissional ganhar a vida.

The emperor bears teeth not frown


Toda a gente cresce só para aumentar o tamanho do corpo. Quem parece estar agora a amadurecer está só a fingir.
Porque não posso ser eu que sou assim tão imaturo.

Pensamentos Divergentes (nº221) - Ser emo e niilista já não é sexy


O que eu quero é tudo menos uma salvação
porque não há nada pior do que não ter com o que me desculpar
sempre gostei mais de fingir que nunca precisei de alguém para me ouvir
e ser incompreendido é bom para masturbar

E todos os que me amaram foi um breve tempo
e os que me amam ainda por um breve tempo será
toda a gente acaba por ver que sou só as migalhas de um homem que já não poderei ser
e fingir é a única benção que este silêncio de vida me dá

Nunca gostaste da minha música ou dos meus poemas
e os desenhos que faço são só entretenimentos engraçados,
nada que não me saiba a real por não ser eu mais do que normal
a única coisa que ganho no fim é a coroa dos falhados

Pensamentos Divergentes (nº220)


Não há mais flores no jardim a regar a terra com reflexos do Sol
e não há mais um jardim para beijar às escondidas de Deus
Reconhecemos as palmas das mãos, fumadas pelo vento de mudar
mas acabaram-se para sempre os cantos que te podiam salvar.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº 542)


Planos para me tornar a mim e a todo o mundo mais feliz e enriquecer à custa dessa felicidade:

1 - Inventar um café que não provoque súbitos e indesejados movimentos peristálticos;
2 - Inventar bebida alcoólica sem ressaca ou melhor ainda um comprimido que se tome antes de beber e que evite a ressaca;
3 - Inventar um método contraceptivo extra seguro e mais inteligente que o utilizador e que impeça os genitais deste de funcionarem correctamente quando o acto com o parceiro sexual seja um do qual ele ou ela se arrependeria mais tarde.

Hoje vou beber whisky de um copo triste


"Morreu o escritor Christopher Hitchens"
In Público
1949-2011

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Depois admiram-se e dizem que a juventude está perdida


"Mais de metade dos jovens com menos de 25 anos ganha menos de 500 euros, assim como um quarto dos jovens entre os 25 e os 34 anos, sobretudo porque têm empregos precários e de baixa qualificação"

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

All we need is for something to give


Ainda não tínhamos começado a andar sobre os nossos pés e já nos estavam a virar uns contra os outros. E consequentemente contra nós próprios. E ninguém parece ter força para mudar.

Pensamentos Divergentes (nº219)


pessoas pristinas
bem-educadas
perfeitinhas
sopram palavras de sabão a falar;
rebentam nos olhos, corrosivas,
e dão-me vontade de chorar

sábado, 10 de dezembro de 2011

Pensamentos Divergentes (nº218)


tenho-te na memória do suspeito
do semicírculo que há-de vir:
rapaz menos moço,
olhos gretados de tanto amar na distância
e um simples estandarte cravado no peito
a anunciar a despedida dos teus segundos
a desejar por terceiros
e o sangue a fluir em sopro
mas nunca aguado.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº 541)


Paranóia: quando ao fim de 2 semanas de constante sofrimento decides mudar de marca de champô porque estás convencido que se tornou uma forma de vida sentiente determinada a rastejar em direcção aos teus olhos cada vez que tomas banho num ataque deliberado contra a tua pessoa.
P.S. - Vai-te foder, Head & Sholders.

Ediotizem



A Marta Nunes participa num projecto/loja online que é a ediota. Aproveitem para as prendas de Natal que aquilo está muito fixe.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

You're a wow with a pow, I admit defeat


Aquela miúda dá cabo de mim. Em todos os sentidos.

(Para os menos pacientes, saltar para os 2:48. E sim, isto é uma declaração)

Pensamentos Divergentes (nº217)


gosto quando me seguras no colo da mão
e me embalas em círculos como um porto
para melhor saboreares em total elação
o magenta travo do meu fruto já morto

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Battling with your mind's retorts


Parar de lutar é morrer - Que é como quem diz, só se perde quando não se é capaz de aguentar com mais porrada. E é por isso que alguns de nós se dão ao masoquismo. É uma questão de sobrevivência.

Curta carta para todas as mulheres que quis ter


Queria-te para mim como as pessoas querem e como as pessoas querem as coisas. Queria-te ter para servires um ou mais propósitos egoístas que eu nem sabia reconhecer. Queria-te para o meu ego, queria-te para o meu caralho, queria-te para arrebatar a solidão que me namorava todas as noites e ameaçava tapar-me num cobertor de mimos do qual eu nunca poderia fugir. Queria-te os lábios, o corpo, o amor, a devoção e para a minha extensão de vida na tua memória na ilusão de eu ser mais do que na verdade sou. E eu sei que também eu serviria para teus desejos egotistas. Para a tua colecção de amores falhados e de dramas existenciais. Para a tua perseguição de um ideal de desejo, de um solitário no mundo que fosse capaz de te amar no meio de uma densa floresta de pulsos indiferentes. E eram estes os pensamentos que me matavam de te querer, e eram estes os pensamentos que me atiçavam a vontade de me esquecer em ti, de te usar sem as consequências do intelecto ou do remorso. E tu, ou as partes de ti que me souberam, sabes bem que a prática é a melhor forma de dominar um talento.

Dedos cruzados são dedos amados


Pelas entrelinhas entrelaça a fraca resistência de caminhos dirigidos ao prazer da carne. Prova com as pernas o toque da sua pele, suave à tensão que se descarrega e recarrega com a doçura e a surpresa de ondas arquitectadas para a divagação da escrita da linguagem dos sentidos divinamente funestos. Lambe-lhe a mão como para provar cada objecto tocado - amantes do passado em desalinho na maratona de tudo o que se enterra para não ser visto. Ela é bonita e por isso rasga-lhe a franqueza. Entrega-se com toda a sinceridade sem jamais poder ser seu. Uma hora-e-meia, talvez duas... os quadros tortos na parede e uma ou outra vaga alucinação do coração. Ela vai deixar-lhe a saudade da tristeza.

sábado, 3 de dezembro de 2011

You lazy poet


Eu volto. Eu volto sempre. A diferença está nos intervalos, é apenas por eles que eu posso ser medido.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Pensamentos Divergentes (nº215)


Mãe, eu odeio todos
e eu sei que no fundo de mim sou Mau,
os meus dias são poucos
e só quando falham o degrau

espero no meu coração
pela grande sorte
procuro a solução
dos meus desejos na Mãe-Morte,

que me leva p'ra longe de ti
puxando-me pela trela
e serei melhor filho para ela
que para ti

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Conversa Conjugal (nº28) - Se há algo em que não sou hipster é no sexo

Estávamos a passear de carro e a falar de fetiches e de como eu aparento ter um grande número destes

Ela - (...) Pelo menos não tens aquele fetiche da empregada sexy.
Eu - Erm...
Ela - A sério?
Eu - Erm...
Ela - Epá, mas isso é tão cliché...
Eu - Mas eu sou um gajo cliché...

I know


Bom dia. Agora vão-se foder.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

sábado, 26 de novembro de 2011

Some day maybe I'll know better, but right now I'm making them pay


É sempre a mesma merda. Tento ser um menino bem comportado até de tanto puxarem por mim fazerem o copo transbordar. E depois fica tudo surpreendido e dizem que perdi as estribeiras.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº 540)


As relações amorosas parecem-se aos frutos silvestres. Durante um tempo são doces e sabem bem mas durante muito mais tempo andamos ocupados a raspar os restos não digeridos.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Ranhosos e mal-educados



Ao contrário do que muitos dizem, esta geração não está "perdida". Pelo menos não é correcta a implicação que está por trás do cliché - de que a geração está perdida porque se perdeu, como se tivesse virado na direcção errada a caminho do que é o claro e recto trilho do futuro. A geração foi colocada por outrém num labirinto caótico causado pelos tropeções das gerações anteriores que derrubaram as estruturas do nosso caminho. Viciaram o jogo antes de cá chegarmos e ainda por cima culpam-nos a nós da inescapabilidade de uma situação da qual não tivemos controlo.

Se soo zangado, é porque o estou e todos devíamos estar. Porque após o 25 de Abril, surgiram muitas oportunidades que não se agarraram por incompetência, distracção ou simples ingenuidade. Não se educaram os cidadãos, não se alertaram para as consequências das nossas práticas, não se cumpriu a promessa de um estado laico, não integrámos no nosso consciente as implicações do passado e ninguém se preocupou sobre de que forma devíamos existir com o outro e connosco próprios. Não ponderámos em conjunto na altura (e penso que nunca o chegámos realmente a fazer) sobre o que significa ser um português livre e que direitos e sobretudo deveres isso comporta. E após esta negligência cultural, intelectual, humana e espiritual, a culpa cai sobre a nova geração. E ainda é dito aos membros da nova geração que são preguiçosos, imorais e irresponsáveis - comportamentos que, quando constatados, foram aprendidos se não até mesmo incentivados pela geração anterior; Como os jovens alunos que cabulam e fazem batota nos exames com aprovação dos pais porque o que interessa não é adquirir conhecimento e ser uma pessoa justa, honesta e real - o que interessa é passar a perna ao sistema e tirar boa nota e vir um dia a ser um profissional incompetente mas que ganhe o seu. Ou como os jovens que não têm interesse na vida política ou em tentar melhorar o país onde vivem porque "não vale a pena" e "temos é de nos concentrar a fazer a nossa vida", na ilusão solipsista de que é possível ao ser humano existir sem coexistir.
Não se deixem enganar, o interesse em salvar este país é pouco. A maioria das pessoas não acredita que tal seja possível. E por isso é que a minha geração ouve tanta vez "Vai trabalhar lá para fora, que lá fora é que se está bem, isto aqui não vai dar em nada". Chega-se à desagradável conclusão que quem nos arruinou já nem tem interesse em tirar-nos da ruína.

E é este o património que herdámos e que vamos deixar para os que nos seguem. Porque os valores que interessam para a nossa sobrevivência e crescimento não interessam a ninguém se não um punhado de esperançosos que são, na melhor das hipóteses, apelidados de ingénuos e de sonhadores.

No one will ever read his words


É tempo de melancolia, solidão e fantasmas do passado que ninguém dá pela presença.

Foda-se! (nº67) - Trolled por sms

Recebi no meu telemóvel uma mensagem de um número que desconheço. Este foi o diálogo que decorreu, palavra por palavra

??? - Ola quem é ?
Eu - Penso k se enganou de numero.
??? - Quem é, agora chegei a kaxa tnha uma chamada nao atendida km este numero
Eu - Impossivel, nao fiz chamadas, viste mal o numero.
??? - Nao vi nda . Es rapaz ou rapariga

Nesta altura decidi não responder, mas ao fim de uns minutos...

??? - Comu te chamas e que idade tns ?
Eu - Ja te disse k n fui eu e n estou interessado em fazer amizades por isso deixa-me em paz.
??? - Nao seijas mazinha
??? - Sou bastante querido .
Eu - Pronto, sou tua. Eh impossivel resistir a tanta eloquencia e charme. Sodomiza-me com o pente da tua avo enquanto navegamos o pacifico em procura da ilha dos unicornios dourados.
??? - Hum ok . Tnho 19 anos . É para sabers a minha idade .
Eu - Eu sou um gajo com 25 anos. Paramos com isto agora ou continuamos a parodia?

Como ficou mais tempo que o costume sem responder...

Eu - Bem me parecia. Eh para aprenderes a deixar de ser tanso.
??? - Eheheh . Dves ser alguma menina marota
Eu - Foda-se!
??? - Foda-se! :->

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº 539)

Escrevi isto, de mim para mim:

Preocupas-te de mais com o que as pessoas pensam de ti, e a principal razão pela qual isto te tem incomodado tanto ultimamente é por causa do que poderão pensar de ti se descobrirem como te preocupas com o que os outros pensam de ti.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

I'm such a tiny toad


Se eu fosse capaz de te fazer ver aquilo que eu vejo.

Educação/Física


O lugar no banco é tudo o que vejo. E nem me importo de não continuar só para falar contigo. Finjo uma dor no tornozelo só para me poder sentar um bocado ao teu lado sem ser muito óbvio. O sorriso cura-me a dor que não me aflije e é melhor parar antes que vá longe de mais - antes que fique próximo de mais.

- Então, maricas! Já lhe passou a dorzinha no pezinho?
- Cala-te e passa a bola.

Pensamentos Divergentes (nº215)


ficas bonita quando estás triste
(quase tão bonita como quando não estás)
e tudo o que dizes está da boca para dentro
evaporando o momento

domingo, 20 de novembro de 2011

Fazer fita (métrica)

Estava a passear com a minha namorada pela cidade

Eu - Estás a ver aquela rapariga a quem eu falei há pouco?
Ela - Sim.
Eu - Foi a tal que se deixou dormir no meu quarto com a ******* em tronco nu depois de se encamadarem.
Ela - Se eu soubesse tinha-lhe tirado melhor as medidas.
Eu - Nunca mais dali saíamos, eram muitas medidas para tirar.
Ela - ... Não falo mais contigo.

Shining down


Tem dias que até o mau tempo é bonito.

Isto Esteve estranho, vai ficar mais estranho ainda


Há mulheres que fascinam, confundem e fazem com que um homem fique incrédulo perante algumas das suas acções. É um poder quase místico que umas poucas eleitas manipulam.
A Assunção Esteves, actual presidente da Assembleia da República (a primeira mulher a ocupar tal cargo) é uma dessas mulheres. Diz que foi convidada pela Maçonaria e pela Opus Deis, mas recusou o convite. No entanto, estes convites (de entidades que ideologicamente são completamente opostas) não será tão surpreendente assim visto a afirmação milagrosa da Srª Presidente de que "numa folha A4 se podia mudar a Europa toda". Não sei se ela se refere a um desenho da Europa para colorir livremente a lápis de cera e ainda é incerto se a senhora se tratará de um génio como nunca testemunhámos na história da humanidade ou se é, simplesmente, um pouco avariada. Mas tendo em conta o cargo que ocupa, estou mais inclinado para a última hipótese.
Agora, se me dão licença, a Maçonaria e a Opus Dei mandaram-me um pedido de amizade para o Facebook, coisa que prova o poder que Dan Brown atribui a estas organizações visto que eu nunca criei conta no Facebook.

sábado, 19 de novembro de 2011

Foda-se! (nº66)



"(...) the vain individual has created a goal which is impossible of attainment in this life. It is his purpose to be more than all others in the world, and this goal is the result of his feeling of inadequacy. (...) There may be individuals who are conscious that their vanity begins where their feeling of inadequacy becomes evident, but unless they make a fruitful use of their knowledge their mere consciousness is sterile"
Alfred Adler em Understanding Human Nature

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Look at yourself boy, whatever the price



Há quem tenha como força motriz a conquista do mundo. A minha é afundar-me em mim próprio até encontrar alguma coisa.

Pensamentos Divergentes (nº214)


queria ter braços do tamanho desse espírito fecundo
para abraçar a epiderme desse teu mais profundo
mas não sou se não um traço
um girino no teu regaço
um ponto exultante nesse mundo

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº 538)



Sou preguiçoso e ando cada vez mais a cagar para a minha aparência. A única razão pela qual fiz a barba hoje foi porque olhei para o espelho e por algum motivo o meu bigode tinha-se transformado num bigode à Clark Gable e eu não tenho nem metade do carisma necessário para ter esse tipo de pêlo facial sem parecer completamente ridículo.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Ingredientes para fazer um T


- Uma chávena de chá cheia de necessidade ilógica de ser totalmente perfeito em todas as actividades da vida na esperança cega de um dia ser especial e assim justificar o espaço de mundo que ocupa.
- Uma colher de sopa de rituais masoquistas designados para a auto-punição quando não se cumprem expectativas irrealistas de si próprio
- Raspas de misantropia q.b.
- Uma colher de chá de falso optimismo e boas intenções (só para equilibrar um pouco o amargo das raspas de misantropia).
- 20ml. de sumo de auto-comiseração.
- 100g. de narcisismo refinado para cobrir as demasiadamente evidentes inseguranças.
- Uma garrafa de whisky.

Bom proveito!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Pretend there aren't ten strings tied to all ten of my fingers


Convenci-me que o problema é ver com demasiada clareza. Alguém que me cegue o peito.

Pensamentos Divergentes (nº213)


dedos delicados
não acariciam os lábios
de beijos gretados
e o teu lindo cadáver
que já não posso admirar
brota flores de mágoa
perfeitas para adorar
provando lágrimas aos teus pés.
é como eu
o cobertor de terra onde tu já não és
colecciona os ossos de quem eu amo

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Catatonia em 8 bits



O Inverno não tem dias quentes e esplanadas para beber cerveja fresca nem noites amenas para conviver com amigos e vinho branco, mas tem jogos de computador e séries boas para vegetar em frente à televisão e acabo sempre por me sentir assim.

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº 537)


Sonhei que voltava à escola só para voltar a ter gente a chamar-me estranho e a ridicularizar-me. Quando mesmo é que é suposto um gajo tornar-se adulto?

Pensamentos Divergentes (nº212)


confesso que é bom voltar a ver-te
embora incomode ainda o nosso falhado romance
mas nestes anos cresceste tão para lá de mim
e portanto para lá do meu alcance
reconheço ainda o rapaz doce que levava sempre flores
e nas quentes mãos o coração para dar
só que agora pareces ser mais cínico e triste
e eu sei quem é que devo culpar...

espero que tenhas encontrado outras
que te soubessem amar
e espero principalmente
que o tenhas conseguido aceitar
os teus olhos ainda são meigos
como o foram da primeira vez,
mas ligeiramente menos vivos
ou será que é só quando me vês...

domingo, 13 de novembro de 2011

Where do I begin?



A parte mais cansativa da vida é passar a vida a formular teorias sobre o significado da vida para ficar sempre com a dúvida da hipótese do significado da vida ser passar a vida a procurá-lo.

Foge enquanto podias


Banha-se com a pura estratégia de acalmar a fera cintilante que lhe habita o crânio. Ela prende-lhe a razão, mantendo-o desorientado com lestas ideias em rascunho, cada uma mais incompleta que a anterior. Sente a vida a escorrer-lhe pelo corpo e pelo cano abaixo. A casa velha, a cidade onde morou. As formas reflectidas pelo sol e o coração descompassado. O cheiro a desespero, o bafo do mesmo nos conhecimentos. Os fragmentos das ruas e as suas sombras prístinas e vivas nos poros da alma.
Respira o fogo e as suas fagulhas fotográficas. Nada alguma vez te tirará isto.

sábado, 12 de novembro de 2011

Pensamentos Divergentes (nº211)


evadir a morte de Inverno
é dar-te o meu amor em trapos
(é tudo que tenho)
e ser que baste para te aquecer

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Eucaristia


Queria sem saber como fazer-te ver o que ninguém suspeitava. Como o que os anos te trariam com os teus amigos de plástico e os seus dentes oblíquos que aprendias a emular. Intoxicada pela ideia de poder não saber da tua própria existência - ser uma pessoa igual às outras. Ninguém parecia reparar ou estranhar ires à casa-de-banho sempre que comias.
Acordei na cama, mastigavas-me a carne arrancada dos ossos. "Foi só desta vez".

terça-feira, 8 de novembro de 2011

I've done things in small doses


Só porque está frio e isto não me sai da cabeça.

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº 536)


O meu coração é como o queijo suíço. Está cheio de buracos que dá vontade de preencher.

Pensamentos Divergentes (nº210)


para fugir dessa casa que te quebrou
cresceste daninha pelas cicatrizes que te deixaram
amarrando pelos tornozelos
os poucos que te amaram

faz de novo os sinais de fumo
para a indigestão da nossa sociedade
move-te lenta
e abana a cidade

Pensamentos Divergentes (nº209)


Cansei-me debater comigo mesmo os méritos da auscultação da alma
e da perscrutação da ausência de mim na calma do vácuo que amanhece
sempre que mergulho as mãos nos olhos que me olham olhando
no que parece ser o vingativo comando de uma estuprada prece.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Dor aflitiva? A solução é desenhar mal



Dependendo do álcool que ingerir hoje estou a pensar pedir ajuda ao Super-Alicate-Esterilizado para lidar com o seu nemesis.


P.S. - Assim que postei isto apercebi-me que siso está mal escrito. Em vez de admitir o meu erro e desculpar-me com a dor e o que já bebi, vou garantir-vos que foi uma decisão artística da minha parte e que o Dr. Ciso é originalmente francês e "Ciso" é na verdade uma aportuguesação de Cissou.

P.P.S. - "aportuguesação"?

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

I never knew a part of you you didn't set in ink


Tu vê-te ao espelho, eu vejo-me ao papel. E entretanto não nos vemos um ao outro.

Tédio


Minha gente, ando tragicamente entediado e cansado de pensar apenas para mim próprio. Alguém me estimule. Façam-me perguntas no Formspring, até.

Célula ao rubro


Aos escritores e poetas e pretendentes a tal que aqui passam, aproveito para divulgar que a revista poética de Faro procura autores:


"Nova revista poética de Faro. Leia-se Poética e não literária. Porque a poesia é bem mais que isso.
Aos poetas, leitores e aficcionados interessados em participar no projecto contactem:


gavinerubro@live.com.pt


é só mandarem poemas e a razão pela qual querem fazer parte do projecto e responderei com dedicação."

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº 535)


Sei que não há muita excitação para ser vivida na minha vida quando me sinto o John McClane só por conseguir apertar o cinto das calças enquanto conduzo.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº 534)


"Não sei o que faz o Outono mais triste: este céu cinzento ou a súbita falta de raparigas bonitas com vestidos de alça."

Pensamentos Divergentes (nº208)


À espera sempre em frente da porta daquele bar
com vista para a janela onde ela se ia mostrar
antes dela se deitar virava a roupa ao pijama
com as formas a estraçalhá-lo antes de ir para a cama

Em noites frias a persiana é uma chata
em noites quentes nos seus lábios aquela lambidela à vira-lata:
a cerveja só aumenta o que brilha
e o amor dele entalado na braguilha

Era a mesma armadilha que ela já tinha tecido
coxas meigas no tecido só para lhe lembrar
o que podia já ter sido se ele soubesse o seu lugar
à espera sempre em frente à porta daquele bar

domingo, 23 de outubro de 2011

It's gotta be a rose 'cause it rhymes with Mose'


Reparei agora que hoje este blog faz 3 anos! Por isso parab... ah que se foda. Segue um vídeo.

sábado, 22 de outubro de 2011

It's always up to you if you want to be that



Não me venham com conversas sobre "para o bem das crianças". Se estivéssemos preocupados com o bem das crianças não as deixávamos por um pé dentro de uma escola.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Fluxodrama


Para processar esta noite, decidi roubar o método da Bolacha. Perdoem-me a falta de originalidade.


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº 533)


"Morre de barriga cheia quem está disposto a passar a vida a comer merda dos outros"

So hard to fake


Lembro-me de quando cheguei à realização de que somos todos monstros esfomeados por sexo e movidos apenas pela oportunidade do mesmo.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O amor em pratos limpos


Não és se não a oportunidade inconscientemente processada pela minha imperativa geneticamente programada de propagar a minha informação cromossomática através de preferências estabelecidas e filtradas pela nossa compatibilidade hormonal e pela nossa história desenvolvimental e cultural. Ainda assim, acho-te bonita.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Who wants their teeth done by the Marquis de Sade?


Depois de ter ido hoje a uma nova clínica dentária cheguei à conclusão que eu devia era ter estudado para ser dentista.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº 532)


"Um dia hei-de ter Alzheimer só para poder dizer que bebo para esquecer."

Balada anónima


Todos os dias dedicados a esquecer o primeiro amor que me deste a conhecer, com o abraço a estrangular-me os espasmos contendo o barulho das teclas em piano desastrado - os dedos de ataque massajando-me o corpo fraco, exalando as tuas delícias e o teu carinho vingativo com todo o altruísmo de quem força a semente num contentor estreito e mudo. E não há letras que cheguem para eu nomear por ordem alfabetica todo o mal que me fizeste nem há vida em mim larga o suficiente, mas toco todos os dias as mesmas teclas desastradas para lembrar que no fim o fim também é o fim de tudo o que é mau.

domingo, 16 de outubro de 2011

But I'm sorry it ever is


Durante o meu tempo por cá coleccionei vários ódios para amamentar a vida inteira. E de todas as vezes que me tentei recriar, a primeira coisa a fazer era sempre deixar esse ódio por trás - coisa que nunca resultou a longo prazo. E lamento.

Sem roupa nos ossos


respira o meu ar
naquela rua de prata
onde me encontraste primeiro
numa pilha fumegante de tentações
e onde orámos com os olhos
Que o subtexto das nossas palavras
não se perca nunca mais
no redemoinho das conversas circunstanciais

sábado, 15 de outubro de 2011

'Cause if you don't you'll never make a memory that will stay


Vamos aproveitar o dia. Pelo menos um deles. É que sem antíteses eu não me movo.

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº 531)


"A perfeita intersecção entre a coragem e a javardice é um gajo estar a ser masturbado e começar a cantar Mão direita mão direita é penalti..."

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Justificações


Recuso-me a falar da situação económica de Portugal, das medidas de austeridade ou do 1º Ministro por duas razões. A primeira é a de que quem acompanha este blog sabe ou intui facilmente as minhas opiniões e de qualquer forma não estaria se não a ecoar o que muitos outros escrevem pela blogosfera. A segunda é a de que de momento o meu mecanismo de defesa de eleição é fazer-me de autista e encapsular-me no meu próprio mundo para não ter de olhar nada disto nos olhos.


P.S. - Que, verdade seja dita, é no fundo o que a maioria das pessoas faz de qualquer das formas.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº 530)


No dia em que fumo apenas um cigarro, chega à noite e sonho que vou comprar tabaco do bom e do caro. De seguida, acordo cheio de vontade de fumar. É por estas e por outras que odeio o meu subconsciente.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

I can't trace time


Quanto mais as coisas mudam, mais elas ficam na mesma.

Aprende a distinguir

Depois de beber uns vários copos em comunhão, o G tentava orientar-se com a sua nova máquina fotográfica

G - Não percebo porque é que isto não foca...
Eu - Está ajustado para leão-marinho
Todos - ?
Eu - Não-foca...
Todos - Foda-se.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

17 razões para o suicídio - II


Merda das horas. Esta noite levas aquele vestido, não vá lá estar a estúpida da Cristina que pensa que é melhor que tu só porque o teu ex a queria comer enquanto namorava contigo. E se aparecer o filho da puta do João hás-de te enrolar com o primeiro gajo giro que te coma com os olhos no bar. É que podem ir para a cama contigo mas ninguém te fode - hás-de ser tu a fodê-los e é o que merecem. E amanhã, se não chegar, vais outra vez para a internet para mostrar fotografias tuas para que sintas que hajam os invisíveis a desejar-te, que é melhor que ter de os aturar. É que o problema é vê-los. Quem vais tu amar se quem tens para amar é só um reflexo de ti.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

I need something that works faster



Nada se esquece. Tudo fica a fermentar por trás dos olhos até nos espumar de podre pela boca fora.

Pensamentos Divergentes (nº207)


Alando insossa o amarrotar dos verbos
passa-me tangente com prenúncia calma
o barulho dos meus movimentos internos
com tons de esboços eternos
- a cacofonia da alma.
Eu nunca quis morrer
tudo o que tentei foi escutar o silêncio.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Pensamentos Divergentes (nº206)


Eu uso os sapatos que me fazem parecer crescido
e tu usas aquele vestido que me faz imaginar
E tudo o que eu queria era o teu ventre aquecido
e uma faca afiada nas palavras de amar
E tudo o que tu querias era um espaço em mim
e um tempo para esquecer o teu fim.

Aos beijinhos no escuro
com os teus pais no quarto ao lado
ficámos de princípio selado.

domingo, 2 de outubro de 2011

Pensamentos Divergentes (nº205)


Espero pelo regresso
em que serás meu e eu tua
fácil de amar
como tu meu querido
quando voltares dessa guerra em que és único soldado
pendurar a farda suja e deitares-te a meu lado
e aquecer-te as mãos frias do dia a matarem-te com o passado.

Pensamentos Divergentes (nº204)


era conseguir mostrar-te
- sem sombra ou dúvida -
as coisas mais terríveis que me dão a mão
e que me encavalitam pelos dias fora

e mostrar-te melhor ainda
as belas coisas que vejo e os mundos bonitos
guardados por baixo da pele
com sóis a aquecerem-nos o sonho

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº 529)


"Este blog anda tão freudiano que até dá nojo."

Graceful gracious companion with your eyes of doe and thighs of stallion


Lembras-te duma altura em que não conhecíamos casais que se batiam e/ou traiam, nem conhecíamos pessoas que morriam ou se matavam ou que se perdiam para o álcool ou para as drogas? Pois, nem eu.

E a cadeira no meio disto tudo, quem a defende?


"O Tribunal da Relação de Évora decidiu reduzir para 800 euros de multa a pena de um homem que tinha sido condenado a um ano e meio de prisão por agredir a mulher com uma cadeira"

Ora, vamos por partes:
1 - O tribunal deu como provado que desde 2004 o arguido em “diversas ocasiões desferia murros e pontapés” e injuriava a mulher, com quem era casado há mais de 30 anos.
2 - A 06 de Junho de 2008, o arguido, agricultor, agrediu a mulher com uma cadeira, dando-lhe uma pancada no peito e provocando-lhe uma contusão da parede torácica, um hematoma na região frontal e na mama e escoriações nos lábios e cotovelo.
3 - Segundo a Relação, esta agressão “não foi suficientemente intensa” para justificar a qualificação do crime como violência doméstica.


Está-me aqui a falhar alguma coisa certamente porque esta porra não faz sentido nenhum.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Causalidades


"Mulheres que bebem dois ou mais cafés por dia têm menos riscos de sofrer de depressão"

É o que aponta um novo estudo da Harvard Medical School. Parece fazer sentido, visto que a cafeína é, afinal de contas, um estimulante. O que acho curioso é algumas das correlações adicionais encontradas nesse estudo sendo elas, citando o artigo do iOnline, " (...) consumidoras regulares de café são mais propensas a fumar e a beber álcool, e estão menos envolvidas com actividades da igreja ou grupos voluntários ou comunitários. Para além disso, são menos propensas a ter excesso de peso e a sofrer pressão alta ou diabetes".
A minha questão agora é se a diminuição da depressão vem do café ou se vem dessas outras coisas mencionadas que são "características" das mulheres que bebem café.

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº 528) - "Nunca um gajo coisar foi tão fish" ou "Bom dia 'stôras"



Devo admitir que este anúncio me surpreendeu pela sua aparente tolerância. Não só o anúncio não discrimina híbridos aquáticos como, se repararem, os alunos representados no anúncio estão aproximadamente equilibrados no género - 50% rapazes e 50% raparigas - e estão todos a comer a Soraia Chaves com os olhos de sorriso rasgado no rosto.

Não estou dividido entre homem e peixe, mas mesmo assim estou dividido. Não sei se 1) isto é uma admissão subentendida de que as mulheres também gostam de olhar para mulheres, 2) se existe uma mensagem subliminar de que a juventude está cada vez mais sexualmente aberta, ou se 3) simplesmente os gajos que fizeram o anúncio são tão idiotas como o próprio anúncio e não se lembraram do que isto significaria ou simplesmente tinham como plano meter uma turma cheia de rapazes mas acharam que isso não seria politicamente correcto e/ou seria demasiado barrasco.

Mais provável que isso tudo, é que isto seja simplesmente um anúncio fast food como todos os outros - serve para engolir sem mastigar - e eu esteja a pensar mais nele do que qualquer pessoa (incluindo os que estiveram responsáveis por ele) deveria.

You were the one waving flares in the air so they could see you


Na melhor das hipóteses, chegas a adulto com força que chegue para usar o teu boneco de peluche favorito para partir o crânio aos que te façam mal.

"Formspringa-me com a tua mánica de perguntar"


Ok, vou dar a isto mais uma tentativa. Ao contrário da última vez, retiro a minha política de responder obrigatoriamente qualquer coisa a todas as perguntas que me façam, visto que uma quantidade considerável das perguntas era completamente idiota e acabei por entrar numa depressão que apenas o estupor alcoólico podia atenuar.

Sendo assim, para quem esteja interessado, façam-me perguntas no formspring por http://formspring.me/godhatesjimmy.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Stupid situation


Se eu tivesse 1 cêntimo por cada vez que isto me acontece...


... continuaria a ter ansiedade social.

Carta que não queria ter escrito


Os dias curvam-se, ameaçam tocar-se nas pontas em círculo. Por vezes temo que quebrem, restando as farpas para contar. É o peso que eu sempre lhes vi e que não se onde vem. As pessoas desta cidade parecem curvar-se também, estendendo-se em tempo vazio à espera do descanso final e a vontade é de as seguir. Está a ficar cada vez mais difícil andar de olhos abertos. Na presença da luz as sombras, em vez de se sumirem, alargam-se pelo chão e molham-me os pés. Agarram-me gentilmente os tornozelos quando o coração se dá à esperança.
E eu sei agora que nos outros, e em vocês, há mais do que eu dou - é infinitamente maior o que nos aproxima do que aquilo que nos afasta. Eu tento lembrar-me disso todos os dias, e principalmente todas as noites, mas é um trabalho custoso. É como se houvesse um outro eu que desaparece e que deixa recados para uma memória desaparecida que nunca o conheceu. E é também o vosso brilho que me custa a encarar de frente, quase tanto como aquele que por vezes pisca em mim, querendo existir, querendo tornar-me no tipo de pessoa com a qual não me importaria de partilhar um copo - e apenas um copo. Porque no fundo sei que não sou merecedor. E receio que todos se apercebam disso, e não há nada de que eu tenha mais medo do que gostar e ser rejeitado.
Vou acabar a esticar-me em direcção ao horizonte, e a luta não será menos inútil do que a de um touro contra as varas. A Bela Dama aproxima-se pelo mar - já a vejo à distância, e levar-me-á para ser seu namorado. Mas garanto que não me esqueci de ninguém que tenha usado. E todos os que morreram por minha culpa convivem todos os dias comigo. Deixo os seus nomes no caderno da alma.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O que beber faz a um homem

A relaxar, depois de comer umas bifanas vindas de Vendas Novas, Ela levanta-se e vai buscar uma gilette à mala

Eu - ?
Ela - How sexy is that? Rapar as pernas enquanto bebo cerveja e vemos o Cleveland Show...
Eu - ... Casa comigo.
Ela - ...

domingo, 25 de setembro de 2011

endless, endless, endless



Ao meu redor (dentro e fora) só há guerra. Seja. É em solo de violência que eu floresço.

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº 527)


"A única justiça em que acredito é a justiça poética"

DST's


Para aqueles que possam ter sido afectados pelo malware que para aqui entrou neste blog, peço as minhas profundas desculpas. Em princípio estará tudo sob controlo, aguardo apenas a confirmação das pessoas simpáticas do google.

sábado, 24 de setembro de 2011

Na verdade ela é que tinha razão e não a devia ter corrigido...

Estava a brincar com a minha sobrinha com bonecos dela

Eu (com o boneco) - Larga-me!
Sobrinha (com o boneco) - Porque é que estás de mau amor?
Eu - Quê?
Sobrinha - Ele está com mau amor.
Eu - Queres dizer "mau humor".
Sobrinha - ...
Eu - Mau amor ainda não sabes o que é, mas hás-de saber.
Sobrinha - ...
Sobrinha (com o boneco) - Porque é que estás com mau aspecto?

[prepotente adolescente]


Hoje encontrei um caderno com poemas e textos meus com mais de 10 anos. São tão mas tão maus que até dá dó e embaraço. Mas pronto, era um jovem adolescente. A merda é que ocorre-me que daqui por 10 anos sentirei o mesmo sobre o que escrevo agora e estou capaz de me atirar ali da ponte.

I'm trying to deal with it quietly


Para começar (não digo "bem") de forma adequada este fim-de-semana chuvoso.


sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº 526)


O problema da minha juventude não foi ter tentado usar a ironia para impressionar meninas bonitas, foi ter pensado que as meninas bonitas entendiam ironia. O que, por sua vez, foi de certa forma irónico.

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº 525)


"A boa notícia é que, de tanto ter apanhado porrada, a minha sanidade já tem calos. A má notícia é que as boas notícias acabam aí."

Yeah, yeah, yeah, yeah


Esta é só porque os R.E.M. terminaram e para quem tem blog e considera ter o mínimo de gosto musical é obrigatório fazer um post com uma música deles.


Não olhem para mim assim... pelo menos não falei do 11 de Setembro nem da Madeira ou mesmo do Khadafi ou do Bin Laden ou...

Pensamentos Divergentes (nº203)


O Senhor, Deus do Amor
e os sinos a tocar
o lume a sumir-se em rumor
e a estrela a desejar.
Brinquedos e pijama a arrojar pelo chão
sem que haja o ralhar de vozes zangadas,
as janelas embaciadas
,segundo se diz, da monção.

na futura oração residirão
os momentos estacados em roseira:
a inocência que se vai
o presépio sem pai
e o irmão afogado na banheira
(Dorme em Paz
enquanto a mãe se desfaz)

Pensamentos Divergentes (nº202)


"Porque não te entregas a mim"
se por seres algo tão maior que eu
eu podia deixar de existir;
só de me juntar a ti
até eu deixaria de me saber
e o espirito era só sombra para te seguir.
E não é que não fosse bom,
deixar de ser era tão bom,
e é por isso o medo.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Baixo


anda pequenina a tristeza benigna que me ensina o assunto da calma à tempestade em alto-mar
porque quando passa a menina bate a necessidade surdina de tomar a clorpromazina para acalmar

Há aqueles dias que vou à rua e fazem-me sentir assim



terça-feira, 20 de setembro de 2011

Always good for a rhyme


Escrever é uma boa forma de testarmos se curámos ou não o passado, porque na escrita aparece efectivo em matéria real o que, subjectivamente, nos vai dentro. E eu escrevo sobre coisas com décadas de idade.

História de amor numa Terça-Feira.


Apontas para mim mais uma vez esses teus estúpidos olhos de cachorrinho que me dão a volta ao estômago. Carregada de palavras de amor e tristeza balbuciadas entre soluços de sentido por eu não te amar como deve ser. Aposto que ainda vou ter de mudar uma camisa manchada de lágrimas e ranho, como se fosse minha a culpa do abraço que surge. Como se outra coisa eu pudesse fazer. Porque não sei se as palpitações que me dão quando te vejo sofrer são de excitação, culpa ou amor.
Era suposto teres servido apenas para umas quecas.

domingo, 18 de setembro de 2011

Yes you know that I love you more than you're loving me


Chega a ser adorável, ao mesmo temo que nauseante, a forma como vocês facilitam e permitem que um homem tire proveito e abuse de vocês, tudo porque acham estar apaixonadas.

sábado, 17 de setembro de 2011

Jogo de tronos



Gostaria de poder, honestamente, dizer que sou uma pessoa que nunca teve pensamentos profundos enquanto sentado na sanita. Gostaria também de poder, honestamente, dizer que estou ainda mais longe de ser uma pessoa que quase só tem pensamentos profundos enquanto sentado numa sanita. Mas não posso.
As casas-de-banho públicas, em concreto, dão-me para isso. Talvez por não ter muito mais que fazer se não observar a escrita que outros deixaram na porta como complemento à tarefa em que me concentro no momento. Principalmente quando essa escrita foi deixada por um ou mais neonazis que, apesar de não saber(em) desenhar a suástica nazi correctamente (como, por exemplo, no sentido contrário ao suposto) insiste(m) em empregá-la como bordão decorativo para as suas inspirações defecativas - "White Power", "Morte aos pretos e aos paneleiros, mais nada", "Fora com os pretos, Portugal é nosso", e outros do género. E por mim tudo bem, não há problema. Antes escrever numa casa-de-banho do que apregoar lá fora. O problema dos idiotas é quando não são cobardes e vão cuspir a idiotice nas ruas. A merda é sempre preferível ficar numa casa-de-banho, seja a merda real ou figurativa.
Dá-me para a súbita realização de que, na precisa sanita onde eu cagava, tinha cagado pelo menos um neonazi. Estatísticamente, a probabilidade era a de que naquela sanita já tivessem cagado vários neonazi. E vários pretos, paneleiros, imigrantes legais e ilegais, pedófilos, polícias, hippies, padres, prostitutos, artistas, políticos, comunistas... e eu. Todo um reino de possibilidades numa só casa-de-banho. Todos indivíduos diferentes, comedida ou radicalmente, e todos unidos pela merda. Porque toda a gente caga e porque a merda é a única coisa que não é diferente - é independente da cultura, das práticas, dos ideais ou dos valores de cada um. Merda é merda e a merda cheira sempre a merda, seja a merda de quem for. A merda é a grande unificadora das massas.
Um dia proponho à ONU que todos os representantes de todos os países falem uns com os outros mas sentados no trono. Talvez aí vissemos que pelo menos na merda somos todos o mesmo e pudéssemos acalmar algumas divergências. Não seria bonito, mas o caminho para a paz mundial nunca o será, e até hoje já ouvi falar de muita gente a morrer com bombas e tiros mas nunca ouvi falar de alguém que morresse de mau cheiro.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Se eu fosse mosca...


- ... com aquela merda de blogue. Deve achar-se o maior.
- Hipotético Mundo dos Se's, não é? É que até o nome do blogue é prepotente.
- Tem a mania que é profundo e inteligente e que pode falar de tudo que ele é que sabe. É que é tudo treta, a poesia que ele tenta escrever é uma merda e só sabe é fazer-se de coitadinho. Só sabe olhar para o umbigo
- E é quando não tem a mania que tem piada e manda bocas estúpidas.
- Ele não parece é ser bom da cabeça...
- E não é.
- Sim, mas quem o conheça a sério sabe que ele é um paspalho que gosta de se armar em grande. Aquilo é tudo teatro.
- E tem a mania de falar constantemente em mulheres e sexo, como se ele percebesse alguma coisa do assunto. É um frustrado, é o que é.
- Ou então é panasca.
- Ou isso.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Sobre mim


Tudo o que escrevo é a absoluta verdade e pelo menos metade é uma completa mentira.

Maybe Tuesday will be my good news day


O "idílico" de amor idílico vem do antigo grego e significa "pequena imagem", sendo que o termo idílio se usava como denominação para a poesia de Teócrito sobre cenários pastorais, calmos e livres de preocupações. Talvez por isso mesmo o conceito seja tão perseverante. É uma fotografia de bolso de um irreal, banal e fácil de decorar desejo - suficientemente portátil para levar sempre connosco, e suficientemente pitoresco, diferente do comum e suave para olharmos constantemente para ele. Na verdade, é algo de horrível. Não deixa de ser, por isso mesmo, bonito.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Condicionamento-Amor



Quando era miúdo tinha um cão. Um lindo Setter Irlandês com um poço inesgotável de amor incondicional para dar e uma simpatia que desafiava o racional. Ao longo dos anos reparei que quanto mais tempo o cão passava sem me ver, mais entusiasmado e alegre ficava com o meu retorno. Pulava e corria de contentamento só de poder ter a minha presença. Isto fez com que, a uma dada altura, eu gradualmente afastasse por cada vez mais tempo o contacto com o cão, que residia numa área do quintal para ele designada. Negava-lhe carinho pelo prazer sádico do seu amor todo jorrar quando eu decidisse vê-lo. Eu é que tinha o poder e fazia uso dele para me sentir amado.
Foi mais ou menos isso também que fiz com os meus primeiros amores. Retinha, por vezes, carinho. Tornara-me imprevisível e impossível de ler. Desespero era amor, e amor era amor só se fosse eu a ficar por cima. Repetira a lição que me ensinaram sem querer com os anos - de que o amor não é condicional e que numa relação não há iguais. E que a única forma de bem amar é se fores tu o mais amado - manipulando as emoções do outro se necessário.
Gosto de pensar que já não funciono assim e que terei corrigido a minha forma de ver as coisas, se não o meu comportamento. Hoje em dia ajudo a tomar conta dos cães da minha namorada, que já se tornou numa companheira de vida. Vi-os nascer, crescer e morrer. Nos entretantos tento ser um bom companheiro, como nem sempre fui. Tento igualar o carinho e a dedicação que me dão, sem jogos de poder desnecessários.
E há amores incondicionais que sei jamais ser capaz de retribuir. Mas tento.

Cronograma desactualizado


No início escrevia porque agradava aos papás.
Pouco tempo depois, escrevia porque queria ser especial.
Entretanto passei a escrever para aplacar os demónios
e depois para conviver com eles.
Quando me fartei de escrever, deixei de escrever
para ter de voltar a escrever para me encontrar.
Agora escrevo porque não sei que mais fazer comigo.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

I travel light and that's the life for me


Futuro ideal é viajar sem rumo e sem carregar na mochila o pesado passado.

Diário extraviado (2)


A última vez que te amei era Inverno, com a chuva dos teus dedos aquecendo o carinho das noites desgraçadas pelo teu cheiro. Que foi de mim... que é de mim, se ainda não voltaste... Se teus lábios guardam gananciosos o bater de um coração que só conheço quando o teu desprezo é pelo menos junto a mim.
Porque não voltas.
Porque não te ofereces a mim de vez... para sempre.
É que eu morro - está para qualquer altura - se tu não fores meu agora. Se não isso, ao menos deixa-me ser tua só mais uma vez.

domingo, 11 de setembro de 2011

Voltei...

... e descobri os seguintes factos sobre mim próprio:

  1. desde que tenha a companhia da minha namorada, de bons amigos e de palavras cruzadas para fazer, é inútil levar livros comigo
  2. de alguma forma que para mim é misteriosa, consegui atrair para a minha vida, e manter, pessoas que duvido merecer ter
  3. o meu corpo sempre me pregou partidas, mas atraiçoa-me cada vez mais e um dia já não posso confiar, de todo, nele
  4. consigo, quando quero, fingir ser melhor pessoa do que sou
  5. quando estou cansado desta forma a única coisa que consigo escrever no blog são listas.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Anúncio


Para os 5 ou 6 leitores que se preocupam com isso, vou pastar para outro lado. Volto dentro de alguns dias, passem bem.

Foda-se! (nº64) - A merda do ovo e a puta da galinha


Profecia que se auto-realiza é eu andar mal disposto por estar coxo e as pessoas acharem piada chamarem-me Dr. House por estar coxo e mal disposto.

domingo, 4 de setembro de 2011

You give me emotional artifacts that can find no purchase


A melhor forma de curar desgostos de amor é com vingança.



E também é a melhor forma de os criar.

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº 524)

De carro passo por uma estrangeira com leggings pretas meio perdida a olhar para um mapa e penso

"Eu até te mostrava o caminho querida..." e imediatamente a seguir "... Foda-se, estou-me a tornar num daqueles gajos nojentos."

A história da protecção do desejo e da graça de Deus.


Exalas-me directamente para o mundo como se eu fosse a encarnação de tudo o que desejas. Mas o que desejas é inconstante e a minha existência é ameaçada por cada contracção do teu tórax. Sabemos os dois que me vais transformar num fantasma e que tu não queres saber - a única coisa que fazemos é matar tempo. E entretanto entretens o sociopata em mim e tudo o que vejo é luxúria e sangue numa cama emprestada. Esquece os outros que eu esqueço as outras, fomos feitos um para o outro; Tudo o que queremos é tudo que não seja um ao outro.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Eu sei onde é a vossa fábrica, a morada vem na embalagem. Não me façam ir aí com um barril de gasolina e uma caixa de fósforos.


Comi um Bollycao que afirma ter menos 50% de gorduras. Vou presumir que a gordura a menos é devido à ausência do gurduroso cromo que é habitual eu receber com o meu Bollycao e que eu associo à minha infância e que é a única puta de razão pela qual eu fico entusiasmado como a merda quando compro um Bollycao, foda-se!

ONDE ESTÁ O MEU CROMO, PANRICO? ONDE?!

Pensamentos Divergentes (nº201)


Gerúndia tristeza assola sem verbalização o substantivo em questão
que em feia adjectivada existência considera superlativamente a razão do seu sonho desfeito.
Com camoniano preceito chega à gramática conclusão
que se o presente é indicativo do pretérito imperfeito mais vale viver em advérbio de negação.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A patroa


Uma relação como deve ser entre um homem e uma mulher tem de ser uma relação em que a mulher saiba pôr o homem na linha.


Não é, querida?

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Diário extraviado


Ainda te tenho na memória da pele. E eu esqueço-te todos os dias, mas o corpo nunca esquece as carícias que deseja multiplicar.
E mesmo o teu mau trato é o melhor que já sentiu, pois antes isso que a ausência que deixas quando vais embora dessa forma que os homens vão embora quando já não voltam.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

One flash of light but no smoking pistol


Porque não suporto melancolia a sós.

Pensamentos Divergentes (nº200)


Se surgisse a oportunidade
e se respeitássemos a honestidade daquilo que somos para nós próprios,
seríamos certamente amigos.
Poderiam, todos vós sem excepção, caso mo permitissem,
ser minhas irmãs e meus irmãos
e assim criar abrigos infindáveis.
E entre copos brindaríamos a cada um de nós à mesa sentado sem ter de proferir uma única palavra.
E eu seria mais que eu, e cada um de nós seria mais que todos nós juntos.
Se fossemos capazes, era o que eu faria.

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº 523)


A cena do álcool e das dores físicas, é que não se tem a certeza se a dor está realmente a diminuir ou se é o efeito anestesiante do álcool e quando passar a bebedeira volta a dor com toda a porra da pujança, caso não venha ainda mais forte devido ao facto de a negligenciarmos durante a embriaguez.
E é exactamente o mesmo com qualquer outro tipo de dor.

domingo, 28 de agosto de 2011

Pensamentos Divergentes (nº199)


Ando a avaliar
a considerar
as causas prementes
deste amor que eu te afiguro.

(é que tu não sabes o que é viver com este fogo
sem ninguém que se chegue para se aquecer
A identação da tua silhueta é tudo quanto baste para convencer
a qualquer um que entre no jogo
o valor decalcado do teu ser)

Sem a preocupação
da realização
da ignorância dos outros
sobre o teu nome mais puro.

sábado, 27 de agosto de 2011

We're both aware through the years that I've been messed up too



Sinto que tudo o que alguma vez escrevi até este ponto na minha vida é uma sucessão de tentativas falhadas de descrever a mesma coisa, coisa essa singular e que me incomoda e que eu próprio desconheço. Sou uma derivação de mim mesmo.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

"Política? A sério?"


É certo que o José António Saraiva é filho de um historiador. Não é certo o carácter da sua mãe. Mas o que é certo é que o José António Saraiva é um filho da puta de proporções históricas.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

It's the way of living that I espouse


Se, como eu, a tua natureza é inclinada para o conflito e se, mesmo que por vezes, te aborreces quando está tudo bem e funcional, aqui te dou uma dica: tens um problema.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº 522)


A minha OCD chegou a um ponto que já dei por mim a "reescrever" diálogos de um sonho enquanto este acontece porque "podiam ser melhores".

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Só para aligeirar


Porque este blog tem andado muito sério e pseudo-literário e não é disso que a malta gosta, tomem lá uma imagem parva para desenjoar.


Pensamentos Divergentes (nº198)


Percorreste ímpia os botões da camisa desconsolada
por mamílos ígneos bordados por uma vontade em ti plantada.

Numa nova noção realizada sobre a negação do prazer,
e do prazer irrealizado,
Despes independente de disparidade a paixão pelo lazer,
e o lombo do apaixonado.

Two bottles of whiskey for the way


Vamos embora daqui de vez?

Pensamentos Divergentes (nº197)

Carta - memorizada - a um espírito passado

Não tenho nada a dizer que, suspeito, não saibas já
pois sempre que te tenho por cá
qualquer um pode constatar,
ou pelo menos suspeitar,
que os meus olhos te pertecem
(e eles te pertencem
se te pertencem...)
Quando começou, eu não sei dizer
pois não existi antes de assim te ver.

E quando te lembras de me chamar pelo meu nome
há uma névoa que se some
como se finalmente
o ouvisse claramente
pela primeira vez na tua voz...
Algo me diz que sabes que é assim
e que talvez sintas o mesmo por mim.

Não tenciono roubar-te desse rapaz que a ti se deu
como eu ele apenas quer ser teu
mas não posso mais ignorar
que tu e eu parecemos partilhar
algo que não se sabe o que é...
Pode ser que tudo isto seja só confusão
amanhã espero por ti atrás do pavilhão.

domingo, 21 de agosto de 2011

Pensamentos Divergentes (nº196)


Se o fim está perto
e se nos roçam o coração as longas vestes do tempo
Que se solte o aperto
e Que se solte o lamento.
em passos ósculos as colinas passamos
portando a veracidade do sangue colhida em ramos
encapsulando o eterno momento.

sábado, 20 de agosto de 2011

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº 521)


Bocage soa mais bocagiano quando lido sem medo em voz alta. A sorte é a minha sobrinha de 6 anos não perceber nada do que está a ser dito.

I'll shoot you now, put you in the ground


Um dia destes o monstro levanta-se da cadeira e vai aterrorizar as aldeias exigindo amor.

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº 520)


Um dos prejuízos de crescer é perceber que crises e dúvidas existenciais não são coisas da juventude, é para a vida toda.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Se há coisa em que a igreja é consistente é na sua inconsistência


Papa adverte contra o totalitarismo, dizendo que é algo mau. Papa adverte também contra o relativismo, dizendo que é algo ainda pior. No geral critica o progresso, a coexistência de várias culturas e o pensamento individual e o público aplaude veemente. Vão-se foder.

I'll come another day and maybe you'll understand


Dizem-me que, com a idade que tenho, ainda não sei os factos da vida. E por muito que eu diga que não, que simplesmente são formas diferentes de ver o mundo, penso sempre que antes ignorar os factos da vida do que tornar-me assim.

O lobo no rebanho


A lâmina fazia-lhe um bailinho cósmico, suspirando coisas bonitas dos momentos que haveriam de vir. O desejo pressionava-lhe a parte inferior do estômago, prestes a rebentar de antecipação em uníssono com o batuque do coração. Ia parir esse desejo ainda essa noite, baptizá-lo em veludo escuro e cuidá-lo com carinho. Já tinha aprendido o abraço quente do jorrar do sangue e o clímax do poder e do momento em que observava alguém deixar de ser. Após restava a paz e a curiosidade dos olhos que pareciam estar ainda vivos num corpo - numa coisa - imóvel. Depois, a desilusão do fim; Mas antes do fim, o estrebuchar do cordeirinho dava-lhe tanto amor... e ele era sedento por amor, nunca saciava.
Deus criara-nos à sua imagem. O Deus que restava nas mulheres era criar vida. O Deus que restava nos homens  - e principalmente nos homens como ele - era o de findar a vida. E ele reinava divino e fiel com um singelo Amém.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Why do these words sound so nasty?


É esta cena à puto estúpido e com a mania que é provocador que eu ainda tenho que é dar-me um gosto extra em falar de merda, sexo e perversões à mesa do café quando está gente fina sentada na mesa ao lado.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

It's time to bring you down


O problema das mulheres que amam homens é que os amam de imaginação primeiro, sem se deixarem perceber que o que têm à frente em nada se assemelha ao que lhe disseram a vida toda para sonhar. E mesmo quando finalmente sabem disso, ainda assim o homem por muito falhado que seja tem de ser delas e só delas, por medo do que isso poderá dizer sobre elas se ele não o for. Não é por coincidência que todas as relações que começam com alguém cego por contos de fada acabam em pesadelo. É que no nosso mundo um homem só precisa de ser um homem, mas uma mulher precisa de ser a melhor mulher.

domingo, 14 de agosto de 2011

Pensamentos Divergentes (nº195)


Já não vos ouço na minha cabeça
a zumbir
Projectos para completar
o fim
Embora nada vos impeça
de sair
Presumo que um dia vão voltar
por mim

E ainda assombram a minha mão
a roer
Relâmpago sem o trovão
por entender
Tornar-se mais do que já são
e eu querer

sábado, 13 de agosto de 2011

Pensamentos Divergentes (nº194)


gritando borboletas ao ouvido
vislubrando o futuro
e quase tocando com os pés descalços
as dúvidas do abandono

ainda estarás lá
entre os arbustos da memória,
colapsando em vectores bonitos
afogados no céu de Outono

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

I hope for your sake that you are too


Estou a ficar velho para estas coisas; isto do romance só dá dores de cabeça. Por outro lado, nunca tive muita paciência para nada disto, por isso é possível que não seja eu que esteja a ficar velho mas sim eu que tenha sido sempre ligeiramente sociopático.


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº 519)


Há pouco lembrei-me que tinha algo interessante para dizer por aqui mas logo a seguir lembrei-me que não não tinha e que sou mas é um mentiroso de qualquer das formas e por isso fui antes lanchar com o Hefner e as suas amigas.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

You can be addicted to a certain kind of sadness


Já não sou o miúdo tanso que levavas no bolso, brincando com desejos por entre os dedos da mão. Mas carrego-o todos os dias comigo. E eu sei que não me devia queixar por tudo o que eu também te fiz, mas é que nenhuma dessas coisas me tornou no que agora sou.

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº 518)


Parece que quando estou só numa cama só consigo adormecer quando estou exausto ou ébrio. Qualquer meio termo é apenas ilusão.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

We is gwaian don't know wheia


Isto da vida é uma anedota sem piada que no fim ninguém percebe. E eu devia era lembrar-me disso todos os dias e divertir-me como o palhaço insignificante que sou e que todos somos. Groovy, Daddy-O.

sábado, 6 de agosto de 2011

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº 516)


Cagar com a porta da casa-de-banho aberta é apenas uma das muitas vantagens de ter a casa só para mim.

Pensamentos Divergentes (nº193)

C12H16N2

Mais um segundo. Mais um segundo só e será demasiado para o suportar. Certamente explodirei antes de saber, antes de tomar novo ar. Em breve dissipar-me-ei em esporos de ideias irrealizadas num éter de destinos lavados a terebentina. Quero uma interjeição divina que interrompa os milissegundos que me restam de vida - preciosos milissegundos pontuados da criação e destruição de multiplos universos invisíveis e irrelevantes, pequenos infinitos constantes da incapacidade de atravessar meu corpo com meu corpo, meu corpo com teu corpo, teu corpo com meu

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Membros do CDS-PP e do PSD vão finalmente admitir a sua homossexualidade


"Museus de História Natural têm dois milhões de espécimes prestes a sair do armário"

And now for something completely different


Mais uma vez, desta vez como se acreditasse que será diferente.

Autopsicobiografia dos meus amores, da minha adolescência, e dos meus amores

A nossa disforme eloquência de sentimentos mancos e as nódoas nos sapatos. Projectando as nossas inseguranças no éter. Nódoas de lágrimas nos sapatos e o rímel esborratado. Tudo o que amávamos um no outro era a nossa capacidade de fingir que eu era algo que não era. E tu nos teus castelos de areia, na torre mais alta a desvendar um novo músico, artista ou modelo para te fartares a seguir. Eu uma imitação barata e mais acessível com a qual nos podíamos entreter. Fugindo à realidade das plásticas percepções que criávamos para não ter de estar sós. Sabendo em uníssono que eu não servia para ti e mesmo que servisse deixara de ser novidade. E as minha únicas característica interessantes eram a minha neurose e a minha vontade de morrer. Então matámos o bebé porque era a única forma de adiar que eu me transformasse nos meus pais e tu nos teus. Matámos o sexo um do outro e finalmente matámos o amor que nunca foi. Trapézios de luxúria para arder.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

The whisper, the promise, the solace


Estes dias servem apenas para lembrar que nenhum de nós quer estar aqui.

Somnialgia


O meu cabelo a ficar mais branco e escasso e os meus sonhos mais sangrentos e desesperados.

J B D


O horizonte em pontas finas. As ruas desertas se não pelos fantasmas de vultos por conhecer que o canto dos olhos fundia nos objectos passageiros enquanto procurava no rádio, sem sucesso, por uma música que ressoasse o que lhe ia dentro. Tinha o peito a bafejar e o potencial do mundo na ponta de cada dedo, marcando cada pulsação da consciência como se a última. E o lamento entalado entre os maxilares para lembrar que a insustentável dor dos últimos momentos empalidece perante o infinito nada que se segue.

sábado, 30 de julho de 2011

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