quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Until you can feel it


Hoje é para tentar sair desta vala em que me meti.

"A stare that pounds my brain"



Sabem aquele puto do Clube dos Poetas Mortos que tem uma insegurança tremenda e paralisante de partilhar a sua poesia com os outros por medo do que eles possam pensar dele?

É.

Foda-se! (nº 51)

No MSN a falar sobre exercício

B - Eu tenho que arrastar a minha mesa da sala p'ro lado p'ra ginasticar.
Eu - Vem ginasticar! Ginasticar! É bom ginasticar!
B - Eu tenho essa musica no meu iPod p'ra correr.
Eu - ... Vês porque é que somos amigos?
B - Porque somos os dois neuróticos?
Eu - Foda-se.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Um cafézinho, pelo menos


À pessoa que escreveu numa parede perto da associação de estudantes da Universidade de Évora o poema Kassandra da Sophia de Mello Breyner: Vamos ser amigos?

Foda-se! (nº 50)

Acabei de ler num formspring que a razão pela qual a pessoa (rapariga) do dito formspring gosta do meu blog é porque é "(...) o lado inseguro e deprimente de se ser rapaz. Afinal parece que há alguns que são parecidos às mulheres".

Ainda bem que já estou alcoolizado, fuck my life.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

O Número da Besta



Negligenciei tanto o meu correio electrónico que acabou por ser possuído pelo demo.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº453)


Não há nada melhor para me sentir como um vagabundo como quando a minha própria mãe me diz para eu ir mas'é comprar um maço de tabaco para mim por eu ser um crava.

domingo, 10 de outubro de 2010

Ando demasiado preguiçoso para fazer exercício, mas devia


And if your heart's screaming




A pior parte dos meus dias é a partir do momento em que acordo, mas passa quando finalmente adormeço.

Conhece-me bem

Após atribulações

Ela - Estás bem?
Eu - Acho que sim... porquê?
Ela - Estás todo despenteado. Geralmente ficas assim quando te pões a passar as mãos pelo cabelo e geralmente quando fazes isso é porque 'tás ansioso ou nervoso ou assim.

Pensamentos Divergentes (nº165)

Para o movimento

O seu ventre fazia alvorada no horizonte do lábio
num tremor sincopado, o mesmo que condensa diamantes.
Fez-se o mundo na boca dele e o mar rompeu em púrpura,
o regaço do cosmos na ponta dos dedos.

Cenário


Fazia-se madrugada nos seus lábios e a luz dos candeeiros, doentes de amarelo, manchava o seu cabelo, o cabelo em que mexe casualmente (Sem o saber toca os acordes dos meus ossos, faz de mim pó e guarda para esquecer no fundo dos bolsos - Podia jurar que tinhas sentido o mesmo quando o Sol se punha entre os nossos joelhos). Mas a merda do telemóvel para ver as horas e o barulho do camião do lixo como que para lembrar que não pertenço ao cenário. Faço de mobília, estrago a Jeoconda e vou para casa sozinho.

sábado, 9 de outubro de 2010

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº452)


Hoje tive um encontro com cadernos que utilizei na universidade. Um caderno por cadeira.

Descobri que todos eles estão em branco. Lembrava-me de ter sido algo mais diligente na minha educação académica.

I'll be having neurasthenia


Quem ouça a minha namorada falar fica a pensar que eu sou um Don Juan com pelo menos uma dúzia de mulheres atrás de mim. Gostava de ser tão cool como ela me imagina.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº451)


"Chove niilismo lá fora."

Menos inteligente que uma criança de 2 anos


O meu sobrinho estava a brincar com uma massa qualquer que cheira muito bem e que não é tóxica. Experimentei dar uma dentadinha. Como é óbvio decepcionei-me.

A minha vida anda um tédio.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº450)

Ao ler isto

1ª Reacção (com ironia): "Yeah, sou a voz de uma geração."
2ª Reacção (com absoluto terror): "Foda-se, sou a voz de uma geração?"

24 now but I won't be for long


A mesma estória de sempre


Um tédio profundo. Abate-se também sobre mim a irritação de Michio Kaku, através da sua má escrita, tornar um assunto tão interessante num aborrecimento total. O idiota do génio não me entretém e eu preciso de ser entretido. Esfrego os meus molares uns contra os outros, um tique nervoso que já conheço como sinal de ausência de nicotina. Decido fumar uma cigarrilha e talvez espairecer a mente - já bebi café hoje? Não. Mas também não me ajudaria em nada, fica para depois.
Dou por mim num estupor a ouvir o shuffle do iPod enquanto fumo e desenho bigodes em fotos de modelos nos anúncios de um jornal velho. O que tenho para fazer não me interessa; O que me interessa fazer não consigo fazer. Abandono a escrita porque o que escrevo não é imediata e inegavelmente brilhante. Não componho porque os acordes saem torpes e as melodias pobres. E a frustração de desenhar, de imaginar algo perfeitamente claro na mente e a técnica da mão me atraiçoar deixando-me uma cópia inferior ao concebido, desmotiva-me completamente da tarefa.

Sou um rochedo imovível na minha triste e inconsequente solidão. Entretanto, tudo o que é significativo não passa de folhas ao vento. E eu especado a olhar.

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº449)


"Estar apaixonado é a flutuante certeza da absoluta ausência de um presente mais promissor que o vivido."

A melhor coisa de Outubro:


Batata doce.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Se ela comprar uma pulseira de balanço a seguir desterro-a

Ao telefone com uma das minhas irmãs que se meteu na treta do Reiki supostamente por não ter dinheiro para psicoterapia apesar de ser isso que precisa e de se considerar uma céptica. Mas eu sou mais.

Irmã - (...) deitaram-me numa cama e ao fim de um pouco eu comecei a sentir uma dormência muito estranha.
Eu - Hm...
Irmã - E ao fim de um pouco deram-me uns espasmos muito estranhos nos pés, eu de propósito não consigo fazer aquilo, nunca me tinha acontecido.
Eu - Hm...
Irmã - Opá, não comeces se não já não te conto mais.
Eu - Não estou a dizer nada.
Irmã - Mas pensas!
Eu - Tu já sabes o que eu penso sobre isso até prova do contrário; é tudo sugestão mental e placebos.
Irmã - Devias é informar-te antes de criticar.
Eu - Eu já me informei sobre estudos sobre a eficácia disso e já fui ao site da Pubmed. Tu já foste?
Irmã - Pois, 'tá bem, mas devias ir a outros sites que não esse.
Eu (risos) - Vá, continua lá a contar.
Irmã - Depois ela disse-me que eu tinha o Chakra dorsal e o Chakra sexual desalinhados.
Eu - Tinhas o quê desalinhado?
Irmã - O Chakra sexual, sim.
Eu - ... Como assim?
Irmã - Já te explico. Disse-me que tinha os Chakras dorsal e o sexual muito desalinhados, 'tava sempre a dizer que estavam muito mal, etc.
Eu - Hm...
Irmã - E depois eu contei-lhe da minha úlcera e perguntei se podia ter a ver com o Chakra dorsal.
Eu - "Ah pois, é isso mesmo, a causa da úlcera é mesmo essa, eu não disse que tinha o Chakra dorsal desalinhado?".
Irmã - Olha, cala-te.
Eu - Então e o Chakra sexual, como é que fizeste para o desalinhar?
Irmã - Tu gozas mas aí está! Ela esteve sempre a dizer que aquilo estava muito mal e sabes que mais? No dia seguinte tive infecção urinária.
Eu (sarcasticamente) - Sim, isso prova que funciona e que não é sugestão mental.
Irmã - Já não te conto mais, pronto.

A minha educação


Aquelas gotas de agonia escorrem-te pelo pescoço até ao peito. Não te reconheces assim e isso assusta-te - os punhos cerrados, o corpo a tremer de raiva e os pulmões em soneto máximo proferindo a mágoa acumulada durante toda uma jovem vida. Impróprio para um poeta pretensioso que põe sempre a lógica à frente da emoção. Não foi assim que te educaram.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Tomorrow belongs to me


Sair desta cidade e viajar faz-me bem e adia a desintegração da minha mente em total insanidade mental.

Relembrar


Jantava em Lisboa com os meus amigos e namorada e comentava uma das razões de me sentir tão bem naquela cidade. Largavam-me os braços sufocantes de Évora e abraçava-me o conforto do absoluto anonimato. A certeza de não conhecer ninguém, de não esperar conhecer ninguém. De poder ser Eu sem amarras e de ser mais um ninguém do qual nenhum outro ninguém sabe o nome ou passado. Relembrei-me avidamente do libertador que isso tinha sido para mim quando fui lá viver temporariamente.

Foi nessa altura, claro, que encontrei contra todas as probabilidades um gajo que foi da minha turma na minha primeira (e falhada) tentativa de curso universitário. E relembrei-me também de porque fugi de informática e de tudo o que tenha a ver com ela.

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº448)

Ontem, pelo Bairro Alto/Chiado

"Se eu (ainda) vivesse em Lisboa o meu blog não seria anónimo."

Lisboa - Covilhã - Évora


Saciei, por agora, a minha necessidade de fugir. Vamos ver se dura até amanhã.

sábado, 2 de outubro de 2010

Improviso

Depois de termos planeado uma viagem a Lisboa para o Filme do Desassossego, tocou o meu telefone há coisa de meia-hora

D - Tenho más notícias, pá.
Eu - Então?
D - Telefonei para reservar bilhetes e a senhora disse-me que já não há bilhetes para as 17:30. Não só isso como para reservar bilhetes tinha de ser com pelo menos dois dias de antecedência. E a sessão das 14:30 já não dá para irmos, né?
Eu - Sem um gajo ter tempo para comer nem nada, esquece lá.
D - Pois...
Eu - Pá... 'bora à mesma?
D - 'Bora.

Fair enough

A propósito de comediantes e de escrita

D (algo embriagado) - Os cómicos... sem querer desfazer o tipo de trabalho deles porque não é assim tão fácil escrever comédia... Faz-me um pouco confusão isto de através do ridículo e de coisas que não fazem sentido fazerem as pessoas rir por não pensarem nas coisas.
Eu - Pá... eu subscrevo um pouco à teoria de que os grandes comediantes são aqueles que, sem darmos por isso, através do riso nos fazem pensar em coisas sérias. Como o George Carlin por exemplo.
D - Sim, mas eu não quero fazer as pessoas pensar, quero fazê-las sentir.
Eu - Fair enough... mas epá, eu queria fazê-las pensar e sentir também, não era melhor ainda?
D - Sim, mas tu queres sempre fazer tudo.
Eu (foda-se)

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

The sky might not fall in on us


Preciso de um pouco de aventura e excentricidade na minha vida, este tédio consome-me.


Apetece-me largar compromissos e fazer uma road trip e acampar algures com muitos amigos, mas ao contrário de mim todos os meus amigos têm vidas produtivas e ocupadas com empregos ou com a universidade.

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