domingo, 17 de maio de 2026

Chamo-lhe O Que Eu Quiser

Há um comichão, incoçável por dedos físicos, que me responde:


Mas qual plano?

Deus está a improvisar. 

Como cada um de nós. 

Fazemos o melhor que conseguimos.


Chama-lhe “Omnimpotência”.


se não fosse por toda esta argamassa,
talvez pudesse ser um balde vazio
que preenchias com o divino

mas o cimento seca,
entranha-se nas cutículas
e faz de conta que faz parte

escolho ser
o que o mundo ainda não preencheu


sábado, 16 de maio de 2026


larga a roupa
e larga o corpo

ficamos aqui

deuses um do outro 

quinta-feira, 7 de maio de 2026

 

Chegas a casa do trabalho

asas a arrastar no chão. 


Peço que me alcances o louro. 

Prateleira do topo.


Alcanças primeiro o escadote.

terça-feira, 5 de maio de 2026


Divina oculta
Tens mãos pelos pés
E que perfeita imperfeita dança

Temos tudo para brilhar

Dá-me a mão, Ícaro.

Vem ser o tempero dos deuses

domingo, 3 de maio de 2026

Uma jaula de cristais

E a jaula sou eu

Inescapável

Pressão 


Movimento.

A mudança grau a grau

Para fluir

Expressão de liberdade


Um dia serei nuvem.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

SOU
um dedo que escreve
no ar que se agita
por resposta
e movimento

Sou, um verbo no presente.

Sou um verbo no presente.

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