terça-feira, 3 de maio de 2011

Salvar o mundo


O coração gripou. Nos lábios a nódoa das palavras que nunca tinha dito e que lhe tentaram arrancar à força. Um muro implacável de ar que lhe impedia de dizer as coisas mais importantes. Não sucumbir, não ceder, não se amar. O mais perigoso era amar-se a si mesma. Tudo no mundo era previsível, um tédio. Mas ninguém na história da humanidade sabia o que poderia acontecer se ela se amasse a si própria. A única coisa certa era a catástrofe de não saber que catástrofe a esperava.

1 comentários:

benjamim machado disse...

bons textos, este e o grete.

abraços

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