sábado, 12 de junho de 2010

Embriagado

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Bebo. Bebo porque apesar de as mágoas flutuarem, nunca se afogado, ainda assim, por flutuarem, dão a ilusão de pesarem menos.
Bebo porque aí a ironia que é tão minha, mas que pertence ainda mais à vida, parece não me oprimir tanto com as suas bofetadas na cara.
Bebo porque ao não ser líquido queria sê-lo. Bebo do álcool para lhe roubar alguma propriedade.
Bebo para filosofar sem que me rale com isso.
Bebo para ser infeliz sendo-o menos.

2 comentários:

F. D. P. Carvalho disse...

entendo-te bem e isso é um bocadinho triste, à nossa!

PaT disse...

As mágoas nadam bem...

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