segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Empatias


Deixa-me adivinhar: procuras por um lugar no mundo. Talvez tenhas até chegado à conclusão que não há um lugar para ti no mundo e portanto, após anos de conformismo para com o teu terrível e no entanto banal destino, decidiste tentar criar tu um lugar para ti no mundo. E talvez até já tenhas passado por várias tentativas, nenhuma delas dando o resultado desejado mas todas melhores que a alternativa de nada fazer.
Corrige-me se estiver errado. É que parece-me que toda a gente que lê este blog é igual a mim. E isso até assusta.

4 comentários:

Bolacha disse...

Adivinhaste bem, ainda assim vou corrigir-te noutra parte do raciocínio: ninguém é igual a ti. O que acontece é que há problemas e dúvidas e situações várias, estados de espírito e coisas que tal, que são comuns a toda a gente e, até certo ponto, não são mais que dores de crescimento. Pegando em mim como exemplo,quando leio o que escreves é como ir à bruxa. Consigo identificar-me tanto com o que escreves que é como ver uma versão masculina, menos conformada e mais talentosa de mim com mais seis anos em cima. No fundo quem se assusta até sou eu (a menos que este comentário seja entendido como assustador por si só, nesse caso não era a minha intenção, peço imensa desculpa).

T disse...

A única coisa que li nisso tudo foi "mais seis anos em cima".

Foda-se que estou a ficar velho.

A única coisa que quero dizer é que quase ninguém é propriamente especial, é certo, mas o que me assusta é que aquilo que eu descrevo pareça ser a maioria das pessoas e o quase todo de quem me lê. Assusta-me que haja tanta gente a sentir-se assim no mundo porque isso significa que o mundo está muito em falta no que toca a dar um espaço às novas gerações e assusta-me também o enorme potencial que tanta gente teria se se juntasse e se conseguisse organizar para fazer alguma coisa de significativo. Assusta-me sobretudo o desperdício, pois imensa gente que me lê é extremamente talentosa e, com as condições adequadas, poderia ir muito longe. As condições adequadas é que parecem quase impossíveis de encontrar.

M López disse...

não não não. eu cá não sou nada mas mesmo nada igual. por muito que adore ler este blog.

DMA disse...

Não sei a tua idade, mas deves ter a minha pelo que li assim por alto. A questão é que as condições adequadas muitas vezes somos nós que as fazemos ou que as temos que criar. Claro que todos procuramos a nossa missão, o nosso propósito e vivemos numa geração em que a maioria quer deixar a sua marca. E acredito que quem faz o triplo do que os outros fazem, é destemido e proactivo, e se mexe bem, acaba por conseguir. Não sou igual a ti de todo, mas percebo o que afirmas e defendes.

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