quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Esmagando tudo o que és, tudo o que sou


senti cobras dançarem no teu ventre
enquanto os teus olhos diziam
Quero Morrer

agora o pó assenta mais pesado
e os seios já não se erguem
jazem tombados nos lençois de ontem

e a tua mãe chora nos dezoito anos de aborto
que melhor podiam ter sido usados
nos homens que a desamaram

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