sábado, 7 de novembro de 2009

Sou de pedra, tenho poros

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Conheço cada vez melhor esta sensação. Sinto-me cansado, uma fatiga de sono a flutuar-me das pálpebras à nuca e um peso a alongar-me a gravidade do corpo.
Fico aqui petrificado, sem me mover. Num estupor reflexivo que me cobre como um manto de inércia aparentemente impossível de quebrar.

Já passaram pelo menos 300 anos desde que comecei a escrever isto. E quando chegar ao fim desta frase já terei perdido a conta aos milénios intercalados nas teclas do computador.

Devia-me ir deitar, devia-me ir deitar, devia-me ir deitar quantas ondas de inexactidão já me molharam os pés neste preciso momento?
Dói-me a garganta de prender as palavras que não sei dizer.

Tenho a alma a marinar.

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