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sexta-feira, 4 de maio de 2012

O outro lado do outro lado do espelho



É difícil não me perguntar por vezes como teria resultado a minha vida se se alterassem algumas componentes incontroláveis da minha circunstância. Que tipo de pessoa seria e quão diferente seria essa pessoa da pessoa que sou se tivesse frequentado outra escola em criança, ou tivesse nascido noutra cidade. Se não tivesse conhecido alguém ou lido um dos livros que li. Todos temos destas perguntas, suponho.
Dá vontade de calçar sapatos com solas interdimensionais. Poder visitar a belo prazer realidades alternativas que girem à nossa volta, mundos hipotéticos plausíveis mas sempre indisponíveis na nossa curiosidade. Há sempre coisas fora do nosso controlo que nos moldam e seria irresistível ver de que forma teríamos ficado melhor ou pior se se tivesse colocado a vírgula à esquerda num ou noutro factor.
Por outro lado, é bem possível que a melhor realidade em que podemos existir é uma realidade em que não temos o peso de conhecer o nosso destino noutras realidades. Jogar com o baralho que temos e não lamentar que não nos tenha calhado mais um trunfo que esteve quase para nos ser dado. Talvez seja essa a única forma de podermos jogar o melhor que podemos para sermos o melhor que podemos ser em vez de pensar no melhor que poderíamos estar.

segunda-feira, 5 de março de 2012

"10 piropos ordinários que eu mandava à Existência se ela tivesse pernas de mulher" ou "Este blog agora faz piadas porcas só para filósofos amadores"

  1. Virava-te esse zeitgeist do avesso num instante
  2. Mudava-te o paradigma todo
  3. Anda cá que acabo-te já com esse rico solipsismo
  4. Levas esse acaso tão apertado ao corpo que até te vejo a bela da inutilidade
  5. Mesmo que o livre arbítrio não fosse uma ilusão cognitiva eu quereria comer-te à mesma
  6. Ai filha imortaliza-me já que eu não me aguento
  7. Se eu fosse um determinista determinava que esse teu rabo era uma inevitabilidade da hirta condição do meu pénis
  8. Angústia existencial é estar aqui a olhar para ti e não te poder comer toda
  9. Arrancava-te as incertezas à dentada
  10. Vira para cá o meu nascimento outra vez que tu nem sabes o que eu lhe fazia

domingo, 9 de janeiro de 2011

Out in the open


Pergunto-me como seria se acordássemos amanhã e de repente o mundo todo se tivesse deixado de merdas, preconceitos e paranóias.

sábado, 18 de setembro de 2010

Não estou em baixo


Se pareço em baixo não é nada disso, é esta mudança de clima que me deixa melancólico.
Se não falo na mesa do bar não é porque estou deprimido, estou só pensativo, é só isso.
Se não tenho escrito ou mesmo desenhado não é porque perdi o gosto ou a energia por isso, é só porque tenho tido outras coisas em que pensar.
Se não componho música como fazia antes e se já não passo horas à volta de instrumentos não é porque odeio tudo o que faço, sou eu que ganhei outros interesses.
Não estou deprimido, a sério.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº415)

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Estava a afinar a guitarra com o meu afinador electrónico e dei por mim a pensar como seria bom se também o pudesse usar para afinar a minha vida.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Impotência

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Se não estou em erro, lembro-me que há uns anos escrevi uma letra de música que algures dizia algo do género "If I had a singing voice I could change the world. If only I had something good to say too".

Estou-me a sentir assim, de momento.

domingo, 13 de junho de 2010

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº404)

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"(...) Isto fascina-me. É que, do ponto de vista técnico, não há nenhuma razão para que existam pessoas tão bonitas."

Se algum dia acreditar em Deus pode muito bem ser por isto.

sábado, 12 de junho de 2010

terça-feira, 16 de março de 2010

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Triste mas verdade

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Escrevi o seguinte comentário num post do sacana, e parece-me que resume bem a coisa:

"Se um dia me pagassem para escrever tinha a vida feita num oito. Tornava-me daqueles que se encerram em casa com uma máquina de escrever e uma garrafa de whisky até sair um nobel ou uma pedra do rim."

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Este ano não deve ir começar lá muito bem

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Sonhei que era um super-herói e que todos os meus inimigos se tinham aliado para me derrotar de uma vez por todas.

Se isto for uma premonição, estou fodido.

Se for só o meu subconsciente a tentar dizer-me alguma coisa, também devo estar fodido mas de outra forma.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Se a função da distribuição for muito cumulativa, não há-de sobrar nada de mim

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Estava a precisar de descansar, mas tinha de trabalhar.

Estava a precisar de sair com amigos e beber uns copos ao som de música Jazz, mas tinha de trabalhar.

Estava a precisar de ser quem eu realmente sou, mas tinha de trabalhar.

Estava a precisar de viver, mas estava a trabalhar.



Entretanto, não trabalho assim tanto como outras pessoas que conheço e sou na verdade um previligiado. Mas quando é que alguém me manda à merda para ver se eu alinho de uma vez por todas?

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº290)

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O dia foi uma merda, sinto-me na merda, e sinto-me um merdas.

Se não fosse o Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band não sei o que seria de mim.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº269)

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"Se alguém escrevesse um blog sobre a quantidade de coisas que não sabe, o resultado era este blog."

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº260)

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Se existir um Além e se existir um Inferno, estou certo de que o caminho para lá somos nós que o fazemos de carro, numa estrada sempre em traço contínuo, atrás de um gajo que não sabe fazer piscas e cuja velocidade máximo são 30km/h.

'Dass.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº259)

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Se um homem pudesse receber sexo oral sempre que quisesse não existiriam guerras, exploração, violência, indústria, tecnologia, arte, cultura... de facto não existiria raça humana de todo por falta de reprodução, pois ninguém salta em direcção ao bolo de chocolate quando tem ao lado uma fonte infinita de M&M's cobertos de heroína.

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº258)

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"Se as pessoas soubessem a quantidade de coisas que penso sobre elas quando as tenho à minha frente, aí é que ninguém me conseguiria suportar de todo."

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Luxúria pela amnésia

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Hoje tive um momento de introspecção enquanto conduzia. A minha namorada aponta várias vezes como é difícil a minha personalidade contraditória, na qual os oposto coexistem e se sobrepoem constantemente.

Durante a tarde perguntei-me como é possível desejar tantas vezes poder apagar a minha memória de vida toda, quando um dos meus maiores medos é vir a ter a doença de Alzheimer como o meu avô.

Acho que se calhar sou só eu que às vezes me farto de tudo.

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