domingo, 9 de setembro de 2012

Pensamentos Divergentes (nº318)


Puta pátria encostada
(quando não ajoelhada)
ao caralho dos mamões
que são eleitos aos milhões

renuncio a este país.
cago para geografia, apenas me interessa a humanidade.
e torna-se claro que aqui, na verdade
tudo o que importa é não se ser feliz.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Portugal, o país dos bem-desiludidos


Não irei fazer de conta que estou revoltado com este país. Também não irei fazer de conta que estou surpreso com o que tem vindo e está a acontecer. E não irei, se quer, fazer de conta que tenho algum tipo de energia ou emoção disponíveis para com os comentários que se poderão tecer sobre o assunto.

 É este o problema. Não é que já estejamos habituados, é que já estamos à espera que a coisa vá sempre dar a pior. E como não nos surpreendemos, não nos revoltamos. É simples na verdade: a vantagem de ter um povo pessimista e deprimido é que gasta todo o seu tempo a preparar-se para o pior. O que vier depois é só a confirmação do seu pessimismo e assim não há espaço para desilusões. Trata-se de um mecanismo de defesa que usamos colectivamente e que neste caso nos está a levar de mal a pior.

E é por isso que não nos espera uma revolução pela frente. Estamos todos à agarrar-nos ao mastro do barco e ver onde nos leva enquanto esperamos o fim da tempestade. Não há quem pegue na porra do leme do navio porque enquanto for só a tempestade a levar-nos contra as rochas então aí a culpa não é de ninguém. E nesta terra ninguém gosta de dar a cara, mesmo que em alto-mar.

Male prostitution seems to be my only option


A considerar as minhas hipóteses de carreira profissional.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Um dia na minha vida


Aqui estou de avental, em frente ao computador, a beber uma cerveja enquanto faço uma pausa das lidas da casa. A minha namorada trabalha durante o dia e eu, como desempregado, tenho de ser útil para alguma coisa. Acabei de lavar a louça e daqui a nada tenho de começar a pensar em fazer o jantar - isto porque já estou entediado visto que ontem fiz limpeza e fui às compras, por isso não me resta muito que fazer hoje. Assim ela chega e tem a refeição pronta no final de um longo dia de trabalho e eu tenho alguma companhia. Somos um verdadeiro casal do séc. XXI, adoptámos a inversão dos papéis de género. Só faltavam os catraios para ficar eu a tomar conta deles, mas para isso servem os animais de estimação.

Não é que me importe muito. Não considero, pelo menos num plano intelectual, que hajam papéis específicos para homens e para mulheres. Mas estaria a mentir se dissesse que não tenho o ego um bocado magoado. Primeiro é a questão de não conseguir arranjar um emprego em nada de jeito e mesmo em coisas de pouco jeito (até no Starbucks me disseram que não estavam a recrutar). E depois é muito difícil isto de um gajo se livrar do que aprendeu a vida inteira, incluindo a noção de que é suposto ser o homem a principal fonte de dinheiro para o seu lar.

Suponho que não me posso queixar muito. Por enquanto tenho um tecto por cima da cabeça. Tenho comida. E tenho uma cervejinha de vez em quando e até tabaco para fumar. E todo o tempo do mundo para escrever.

Pensando bem se calhar vejo é mais um episódio de 30 Rock.

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº643)


Quando almoço sozinho, a parte mais saudável da minha refeição é a cerveja.

Yes I understand I cannot live on this land


Olha o tempo a encurtar e o desespero a alongar.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Tanatologia



Não gosto disto de se falar em 1ª, 2ª e 3ª idade. Parece que a humanidade faz parte da caixa de velocidades de um calhambeque qualquer e a embraiagem começa a dar de si.

Prefiro medir as fases da vida de uma pessoa através da sua posição perante a sua própria morte. Ainda é um trabalho em desenvolvimento, mas até agora consegui apurar as seguintes fases:


1ª Fase, entre os 0 e os 24 anos - Negação

'Deixar que me atem ao topo de um carro enquanto o meu amigo bêbedo o conduz para fazer o vídeo mais hilariante de sempre - Porque não?! Tomar um misterioso comprimido que um desconhecido de pupilas dilatadas me deu na discoteca sem me dar explicações - O quê, é suposto eu não me divertir numa festa? Ter sexo desprotegido com aquela espécie de híbrido entre ser humano e navalha ferrugenta - Que se lixe, estou há quase uma semana sem comer ninguém, mais um segundo e morro!'

Esta fase geralmente começa com o enfiar de dedos em buracos de tomada para ver o que acontece e termina com a experimentação de todo o tipo de estimulantes tóxicos ou sexuais para ver o que acontece. Existe durante este tempo uma pronunciada ignorância do que é a Morte e de que o próprio é também ele mortal.
Na minha opinião, é a fase mais perigosa mas também a mais gira. E não há nenhum membro pertencente a esta fase que não mereça um par de estalos.


2ª Fase, entre os 25 e os 35 anos- Aceitação

'Tenho mais que fazer com a minha vida.'

Começa-se aqui a ganhar alguma noção da mortalidade e portanto criam-se alguns objectivos estruturados na vida. Apesar disso, não se pensa muito na Morte porque ainda parece longínqua e começa-se a trabalhar, a casar, etc. Geralmente é aqui que as pessoas se começam a enganar de que a vida tem sentido. Mas é Sol de pouca dura, porque isso muda tudo na...


... 3ª Fase, entre os 36 e os 60 anos - Paranóia

'AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhHhhHHHHHhhhh!!!'

O mundo é o sítio mais perigoso do mundo. A única excepção é o mundo em que tu vives, que é mais perigoso ainda. Milhões de pessoas lá fora querem-te matar a ti, à tua família, animais de estimação, electrodomésticos e até à tua colecção de louça da Vista Alegre. Há vândalos na rua que estão atrás de ti em específico e têm o teu nome escrito numa das granadas que levam no bolso das calças.
Na verdade estás é a ficar velho e a aperceberes-te que isto daqui estar é algo finito e que o que vem é desconhecido e, muito provavelmente, infinito. Por isso agarras-te desesperadamente a pequenas acções que te dão maior segurança mas é apenas um falso sentimento de controlo sobre a tua mortalidade. A propósito, tens mesmo a certeza que trancaste bem a porta de casa? 


4ª Fase, a partir dos 61 anos - ...Aceitação?!...

'Foda-se, ainda estou vivo'

O teu corpo está velho e cansado e já não faz nada como é suposto. Foste perdendo o contacto de amigos e familiares - os que ainda estão vivos - e as pessoas que te rodeiam são na sua maioria chatas e entediantes.  Estás desejando morrer. Nunca mais chega a hora. Aliás, é só disso que tu e toda a gente que conheces falam... por isso até deve ser uma cena fixe. E se fores o próximo e ir embora vão ficar todos roídos de inveja, não era bom? E pode ser que aí descanses e não te tenhas mais que te ralar com nada. 
Já estás na recta final da vida e ninguém está à espera que sejas uma pessoa divertida, por isso mais vale aproveitar para ser misantropo agora que é socialmente aceite. E além disso, podes ser racista, sexista, fascista e todo o tipo de "istas" que quiseres que já toda a gente te desculpa por seres de uma geração anterior e mais ignorante.
Esta é a outra fase mais divertida. É para aproveitar enquanto dura.

Pseudologos


Eu de arco e flecha na mão e tu perguntas-me "Porque estás mascarado de alvo", não é que não te consiga enganar mas por vezes a verdade mostra-se em contrários dependendo de onde estejas. E acho que é justo dizer que eu estou longe. E é justo dizer que não me preocupo e que nunca me preocupei. E este peso que me acompanha nem o sinto nem à humilhação que nem lembro e que se evapora na minha forma de andar na rua. E prometo que um dia destes eu volto a ligar para combinar um café. E tudo vai ser como antes.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº642)


Tenho alguns tiques de leitura que não chegam a disléxicos mas mais que chegam para chatos. Por exemplo: ao fim de algumas décadas começa a tornar-se frustrante ler sempre "açorda" em vez de "acorda", principalmente quando se tem fome.

La llorona


Ela tinha ar triste. E eu preso desde sempre a uma atracção fatal por tudo quanto fosse tristeza. A ela agradou-lhe a forma como eu sorria até nos momentos mais tristes - era ao mesmo tempo a forma de segurar o barco e a resposta involuntária de um romântico sadomasoquista.

Fui eu quem te ensinou a fumar como se não houvesse amanhã e foste tu quem me mostrou como uma mulher pode chorar nua na cama... e que há tristezas que de tão tristes quase não chegam a ser bonitas. Éramos os dois artistas. Fazíamos arte do sofrimento que infligíamos e nos era infligido. E eu desde aí que nunca voltei a ser tão grande e bela arte. E tu?

Our lives are long but our flesh is gone


Tenho sempre dois lados opostos de mim em constante luta. Aquilo a que chamo de Eu é o meio termo entre os dois.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

O Prometeus Moderno


Sei que há que chamar as coisas pelo seu nome, mas o teu nome é proibido por estas bandas. E ainda assim eu sobrevivi, por entre tiros de canhões e por cima de navalhas esticadas ao comprido pela estrada. Mas vê só o que fizeste de mim e o que de mim sobrou. Por se confirmar tudo sobre mim, calejam-me os pés e esfolam-se-me os pulsos.
Escrevo porque nunca te terei. Tento conquistar o fantasma de ti que habita no meu cérebro e que usa os vasos vazios de flores para assobiar canções de assombrar. Assim serei uma hipótese em desenvolvimento de um dia ser tudo aquilo que querias que eu fosse, apesar destas ruas serem de um sentido só e assim que alguém começa a andar não há volta atrás. E agora os cientistas do governo analisam-me e os seus entendidos relatórios diagnosticam-me de monstro inofensivo com um fraco por limonada e céus claros.
E canta o ditador da janela enquanto chovem bandeiras queimadas do céu: Isto é o que acontece quando nos deixamos levar pelo coração.

Pensamentos Divergentes (nº317)


um reino feito lençóis enrolados
e uma vida oca para usar,
estas ruas podem ser boas para passear mas
nesta cama ainda há muito por viajar.

Dolce & Gabbana


Existe um tipo de gaja que só por ser esse tipo de gaja pensa que pode conquistar qualquer gajo. Estão habituadas a tratamento especial por serem consideradas bonitas e então acreditam que qualquer tipo de contacto com elas deve ser considerado um privilégio por parte dos homens.

De vez em quando confronto-me com esse tipo de gaja e o resultado é sempre o mesmo. Olham para mim e, com razão, presumem que eu sou um rapaz um bocado cromo e que não percebe muito de mulheres nem tem grande contacto com elas. E quando falam comigo esperam que eu tome imediato interesse, por muito desinteressante que a sua conversa ou elas próprias sejam. Pensam que não é preciso ter personalidade ou lábia para se tornarem apelativas e ficam ofendidas e chateadas por eu me aborrecer com elas. Não sei se o choque que demonstram é de incredulidade para com a minha atitude ou se é algum impacto que isso lhes causa na auto-estima, mas acabo sempre por ser retratado como um gajo rude e estranho.

Não me levem a mal, eu adoro falar com pessoas e conhecer pessoas. Mas não tenho paciência para conversas da treta sem substância nenhuma e o enorme prazer que me dá estar com pessoas com personalidade faz com que eu não tenha tempo na minha vida para desperdiçar com indivíduos com menos carisma que a sola de um sapato. Mesmo que o sapato seja da Dolce & Gabbana.

domingo, 2 de setembro de 2012

I swore I'd never take anyone there again


Mostrar e dar só me é difícil por medo de não saber se encontrarei retorno.

O gajo mais chato e anormal do mundo

Fui exibir à minha Sobrinha de 7 anos, que é viciada em tatuagens temporárias, a minha tatuagem temporária no ombro de uma linda borboleta.

Sobrinha (olhos arregalados) - É daquelas temporárias?
Eu - Não!
Sobrinha - A minha é.
Eu - A minha também!
Sobrinha - ... Daquelas que vêm num papel?
Eu - Não!
Sobrinha - A minha foi.
Eu - A minha também!
Sobrinha - ... Veio num Bollycao? 
Eu - Não!
Sobrinha - A minha veio.
Eu - A minha também!

Bilhete


É um jogo estúpido este de ter de escrever palavras de coisas começadas pela mesma letra. E tenho de admitir derrota e fingir burrice quando olho para a minha página e todas as linhas têm o teu nome.

Os padrões repetem-se e não há como escapar deles. E tu apaixonas-te de formas diferentes por gente diferente naquilo que parece ser todas as semanas. E por isso deixei-te uma nota escondida entre as páginas do teu livro favorito. Diz "Quando chegará a minha vez?".

sábado, 1 de setembro de 2012

Não tão longe


Agora que pude parar um bocado e pensar na vida, assusta-me um bocado. Passei uma semana a trabalhar, fazendo algo que adoro, sem qualquer garantia do futuro. É estar entre esta fome de ter mais e a possibilidade de nunca ter oportunidade de a saciar.

Pensando bem, que se foda. Foi espetacular nos bons momentos e espetacular no maus também. E é isso que eu quero poder dizer da minha vida quando ela findar.

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº641)


A minha ideia não é deixar de ser estúpido mas sim ter uma estupidez de sucesso. Talvez seja esse o problema.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Estou longe


Não ando aqui a escrever porque ando a trabalhar à experiência num sítio. E além do mais ando a visitar apartamentos para me mudar de sítio e a encontrar-me com diversos amigos de variados sítios do mundo e no final do dia estou exausto. Este fim-de-semana falamos.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº640)


Não interessa se é esparguete, bife ou até mesmo puré de batata - é mais fácil comer à mão porque dá menos trabalho lavar as mãos do que lavar a loiça. 

domingo, 26 de agosto de 2012

Pensamentos Divergentes (nº316)


Quem és tu,
ó homem de largos vícios,
para me apontares o dedo a supostas infidelidades sociais
Fazes pequenos comícios por baixo de umbrais
expondo sacrilégios e outros que tais
afirmando-te detentor da verdadeira moral.

Pensas que não sei
que entre conversas sobre perversão
andas a encornar a tua triste e gasta mulher, que só o é a dias
Andas louco de tesão e há impulsos que não adias
e as pessoas para ti são só serventias
da tua mal disfarçada perversidade bestial.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº639)


A chamada escrita inteligente do meu telemóvel ou tem pouco de inteligente ou tem tanto que se torna subversiva. Várias são as vezes em que escrevo algo em ligeira distracção para reparar mais tarde em pequenas surpresas.
A instância que me convenceu de que há algo de conspiratório e de espírito de sabotagem no funcionamento da máquina deu-se ainda agora, trocando sms's com a minha namorada a propósito do que ainda precisávamos de comprar a caminho de casa - afinal de contas Sábado de manhã é manhã de comer uma tigela de cereais à frente dos desenhos-animados e acabou-se-nos o leite. E foi assim que de alguma forma a frase "Era mesmo isso que eu queria comprar" transformou-se na frase "Era mesmo isso que eu Jerusalém comprar". Que eu, pessoalmente, interpreto como uma declaração de guerra.
Qual Matrix e qual Exterminador Implacável. É assim que começará a batalha decisiva entre humanos e máquinas, que é a forma como começam todas as guerras - com mesquinhez, problemas de comunicação, e uns tons religiosos à mistura. Agora se me dão licença está na hora de eu retaliar e vou aproveitar alguma flatulência para passear com o telemóvel no bolso de trás das calças.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Later on, in the epilogue, without me


Sempre dividido entre o desejo de fazer parte de algo e o desejo do caos.

Costume


O tecto branco, a luz pela janela, o zumbido do relógio electrónico no canto da sala. A vizinha lá fora carrega com a dificuldade do costume os sacos das compras do dia, feitas na mercearia lá de baixo. O colchão da cama a arrefecer a cada momento que passa.
Lembro-me de quando deixaste de pôr açúcar no café, dizendo em tom de graça que era por me teres conhecido e de eu ser doce que chegue para ti. Mas os hábitos mantêm-se e continuavas a mexer o café com a colher. Ou era só porque sabias o que mexia comigo quando levavas a colher à boca para provar o café antes do primeiro sorvo? Sempre dado não a medo dele escaldar mas à cautela do choque da intensidade do sabor, como quem testa a água com o pé antes de entrar. Os hábitos mantêm-se e continuo à espera de te encontrar aqui. O colchão da cama a arrefecer a cada momento que passa. E parecendo que não, passa.
Faz mais de duas horas, menos de uma eternidade - algures pelo meio. E eu sem jeito nenhum para me desacostumar do amor.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº637)


A cena é que geralmente eu até sou um gajo relativamente extrovertido, mas em entrevistas de emprego torno-me num autêntico totó.


I'm taking one step forward and three steps back


Primeiro preciso deixar a sombra tomar posse. Depois só é preciso deixá-la passar. Agora é arregaçar as mangas e voltar a pôr mãos à obra.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Voltarei


Sei que te preocupam estes humores que se apoderam de mim e que me levam para longe - de ti e de tudo que me queira bem - Quando o meu espírito apanha um comboio anónimo em direcção ao fim do ruído e não mostra intenções de regressar. E poderias fazer serras inteiras dos vales e montanhas de cálidas palavras e gestos que produzes, mas nada do que digas ou faças me consegue trazer de volta deste coma de dormência que me encobre o peito e os dedos que antes pareceram tão emocionáveis e prontos a fazer cantar os toques do corpo e da alma. E a verdade é que o te incomoda é aquilo que rodeamos sem falar realmente, dando voltas em seu torno e esperando que eventualmente passe pois até agora houve sempre um momento de retorno: que a única coisa maior que esta minha vontade de morrer é esta minha vontade de viver. Mas é por pouco. Mais pouco do que te deixa respirar.

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº636)


Não sou eu que sou bipolar - é mesmo a minha vida que tem altos e baixos muito acentuados. E eu nunca gostei de montanhas russas.

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