Se passares tempo suficiente a tentar fugir às armadilhas de uma vida casual encontras mais gente a caminhar no mesmo sentido que tu. E bem feitas as coisas, podem estar separados juntos.
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Separation is divine
Se passares tempo suficiente a tentar fugir às armadilhas de uma vida casual encontras mais gente a caminhar no mesmo sentido que tu. E bem feitas as coisas, podem estar separados juntos.
domingo, 12 de agosto de 2012
Coisas Que Um Gajo Coiso (nº632)
Não sei se as raparigas bonitas do meu tempo de escola se tornaram mesmo menos atraentes nos últimos 10 anos ou se era só eu naquela idade que as via mais bonitas do que eram.
sábado, 11 de agosto de 2012
Um homem não é de ferro
Caixa de supermercado a tentar pagar com o cartão
Eu - ...
Rapariga - Não está a ler. Tem de meter tudo lá dentro.
Eu (contendo-me) - ...
Rapariga - Tem de enfiar lá mesmo até ao fundo. Só quando ouvir o "clic" é que dá.
Eu (ai) - Assim?...
Rapariga - Isso, meta-o todo. Se não, não funciona.
Eu (pronto) - Juro que isto nunca me aconteceu antes.
Não achou piada nenhuma.
Eu - ...
Rapariga - Não está a ler. Tem de meter tudo lá dentro.
Eu (contendo-me) - ...
Rapariga - Tem de enfiar lá mesmo até ao fundo. Só quando ouvir o "clic" é que dá.
Eu (ai) - Assim?...
Rapariga - Isso, meta-o todo. Se não, não funciona.
Eu (pronto) - Juro que isto nunca me aconteceu antes.
Não achou piada nenhuma.
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Café de circunstância
- Já farta. Não há paciência para as parvoíces da Raquel. Não aguento mais aquelas conversas estúpidas e mesmo que não lhe dê conversa ela continua e continua e continua, bolas pá! Não percebe que ninguém está interessado só quer é falar ela e pronto.
- Sabes quem é que eu me cruzei ontem?
- E no outro dia fomos beber um café e ela não se calava com o Johnny. Que ele é isto e aquilo e é espetacular e... e sei lá que mais. Mas que ele não lhe liga nenhum e é uma coitadinha e anda a sofrer muito do coração. Que gaja tão pieguinhas, pá! Não suporto gente assim.
- Por falar nisso, sabes quem é que eu me cruzei ontem?
- O Johnny é giro de morrer, é verdade, mas também não é muito mais que isso. Mas engatatão como ele é e comendo uma bimba diferente todas as noites a Raquel deve estar mesmo a pensar que ele há-de olhar duas vezes para ela. Devia era deixar-se de merdas e fazer-se mais forte que assim como ela é também ninguém há-de gostar dela.
- ...
- Já me stressei só de estar para aqui a falar disto. Tens um isqueiro ou assim?
- Não.
- Estavas-me a perguntar alguma coisa há pouco?
- Ninguém.
- Quê?!
- Nada.
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Coisas Que Um Gajo Coiso (nº631)
Hoje dei por mim a usar cópias do meu CV para rabiscos e para outras coisas danificadoras do documento e que envolvem animais de estimação.
Estou fodido.
A principal razão pela qual tenho medo das mulheres
Se passivo-agressividade fosse um evento olímpico, a maioria das mulheres tinha qualificação para entrar.
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quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Confissões do Facebook
Não sei que tens ouvido dizer sobre mim. Também não há muito a contar. Confirmaram-se todas as suspeitas dos tempos de escola e de camaradagem forçada, da minha inutilidade e da perseguição de becos sem saída. Daquela minha coisa em que eu parecia não ser capaz de me encaixar em lado algum. Nisso estou igual, não mudei. Continuo à procura de um lugar no mundo, continuo com piadas parvas sem graça nenhuma e com as mesmas noções e paixões que outrora achaste estranhas. Pode-se até dizer que não cresci. Que estagnei - se quiseres falar de forma mais sofisticada nestas curtas transacções entre dois adultos curiosos que conheceram versões passadas de si mesmos. Não faço grande coisa, pelo menos nada que seja de interesse. Por isso não tenho tema de conversa. E quanto a saudosismo... esgotei-o há muito tempo atrás, sentindo a falta de um melhor futuro. No presente não lamento separações feitas de boa vontade. Guardo lamentos para as que ficam a meio, assim esse ficar a meio como tu dirias que eu fiquei.
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You are a flighty one whose nature is so transgressive
Isso do livre arbítrio já nem devia entrar em discussão. Eu, pelo menos, não o tenho. O que tenho é um gajo dentro de mim que não conheço e que toma todas as decisões por mim e me obriga a levá-las a cabo por ele.
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Coisas Que Um Gajo Coiso (nº630)
Descoberta revolucionária do dia: com as condições certas e a porta aberta, consigo estar sentado na sanita e ver o ecrã do meu computador. Nada voltará a ser como antes.
Coisas Que Um Gajo Coiso (nº629)
Perdoem-me este meu constante cinismo, sarcasmo, depressão e angustia existencial. É que têm de perceber que grande parte da formação da minha identidade deu-se nos anos 90. Isto no meu tempo era fixe.
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Foda-se! (nº79)
Estou convencido que não se trata só de falta de tacto. Tenho a certeza que por vezes o meu pai faz de propósito para me embaraçar. Como quando o levei pela primeira vez a um restaurante japonês e fomos atendidos por uma empregada asiática.
Pai: UMA. GARRAFA. DE VINHO. MATEUS ROSÉ! SE. FAZ. FAVOR.
Eu: ...
Empregada: ... Muito bem. Mais alguma coisa?
Pai: UMA GARRAFA DE ÁGUA. MEIO-LITRO.
Eu (foda-se)
Empregada: ... É tudo?
Pai: SIM. MUITO OBRIGADO.
A sua única defesa foi "E como é que era suposto eu saber se ela falava português e me percebia ou não?"
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So I reach, but it hurts
Estou à procura de melhores alternativas. Para uma boa vida.
E-mail que recebi agora mesmo
Olá T. Daqui é a tua Musa... lembras-te de mim?
Não te vou aqui incomodar com as caóticas particularidades da nossa relação embora, como deves calcular, já começa a fartar este nosso romance de toca-e-foge em que me usas e abandonas a teu belo-prazer. E também não me agrada que simplesmente me escolhas ignorar quando não te é conveniente ou quando és demasiado preguiçoso para saber que se passa comigo. Bem, não interessa, já comecei a divagar - tudo isto são pontos de discussão válidos mas são para outra altura.
Ouve... eu sei que sempre tiveste a tendência para ficar aborrecido comigo. E eu sei que também não sou o epítome da estabilidade e isso não ajuda. Mas não te chateies com o que te vou dizer... é que acho que alguém tem de ser honesto contigo para te ajudar. É que... tu não és lá grande coisa.
Espero que não estejas já a choramingar. Bem sei que na melhor das hipóteses começas logo a dizer que estás farto de saber que és uma merda e que nunca vais ser nada de jeito - mas deixa-me chegar até ao fim.
Tu não és nada de jeito mas até fazes algumas coisas giras... de vez em quando. Se trabalhasses um pouco mais nisso aposto que terias melhores resultados e no fim ficávamos os dois mais satisfeitos. E sei que motivação não é contigo principalmente agora que andas com problemas pessoais e além do mais estás incapaz de arranjar oportunidade de emprego por mais entrevistas a que vás. Mas se calhar está na altura de tentares investir um pouco em ti e naquilo que queres, não?
Já estou à espera que depois disto amues e decidas passar uns dias sem me querer ver. Continuo mesmo assim com esperança de que aquilo que disse tenha algum efeito. Entretanto, fico à tua espera.
Sempre tua (mais ou menos),
Musa.
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segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Coisas Que Um Gajo Coiso (nº628)
A única coisa que ainda me safa é existir tanta gente que confunde arrogância e humor depreciativo com carisma.
Empatias
Deixa-me adivinhar: procuras por um lugar no mundo. Talvez tenhas até chegado à conclusão que não há um lugar para ti no mundo e portanto, após anos de conformismo para com o teu terrível e no entanto banal destino, decidiste tentar criar tu um lugar para ti no mundo. E talvez até já tenhas passado por várias tentativas, nenhuma delas dando o resultado desejado mas todas melhores que a alternativa de nada fazer.
Corrige-me se estiver errado. É que parece-me que toda a gente que lê este blog é igual a mim. E isso até assusta.
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Distracção
Pelos vistos tinha imensas perguntas para responder no meu formspring e só agora reparei. Peço desculpa para os poucos interessados nisso, mas se quiserem já lá têm coisas novas.
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Menos tarde que parece
Não cobrei esta mão de pedras para não ter de as ir apanhar uma a uma depois de as atirar. E se eu vejo que pouco mais me resta dizes-me não é assim; há muito mais para ainda se ver. E depois - andamos nessa conversa há tanto tempo, gerações de relógios se passaram no meu pulso desde o princípio e parece estar tudo no mesmo. Sussurram-me ao ouvido estas aranhas de palavras, monótonas mas sedutoras, escondidas por trás das orelhas, procurando-me mover tu sabes que sempre foi assim. E eu vou escondendo de ti segredos sobre mim. Porque nem me apercebo que vivo. Porque a minha vida é só isto. Frustração e páginas e páginas e páginas de texto que nunca mais irei ler.
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domingo, 5 de agosto de 2012
Coisas Que Um Gajo Coiso (nº627)
Eu não sou o gajo mais perspicaz do mundo, mas acho que é sinal que preciso de dormir mais horas quando telefono a um amigo meu enquanto acendo um cigarro e acabo por levar o cigarro ao ouvido quando atendem a chamada.
Pensar duas vezes
Ia aqui escrever algo de cáustico. Decidi deixar para mais tarde. Tempo para isso não me falta. Vou antes beber uma cerveja e fumar um cigarro. Pode ser que depois escreva algo que não me mande abaixo a fé pelo mundo.
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sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Pensamentos Divergentes (nº313)
enquanto o silêncio entrava pela porta
pelas frestas da porta
pelas pequenas frestas da porta
irritantes inquietudes de sólidos
comprometidos pela impossibilidade da separação de tudo que não nós dois
eu olhei para ti
e o teu olhar no abismo
lá no fim do mundo
e eu sem te conseguir alcançar
mas e daí há sempre a possibilidade de nos encontrarmos no final da periferia
e perguntei se gostarias de mim assim para sempre
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Terra firme
Diz-me para me sentar. Que de tanto estar em pé me devo estar a cansar e assim fico mais confortável. Calhou na fortuna das circunstâncias que o único lugar disponível seja perto dela; é uma tentativa ou talvez mesmo um pedido, por ora incompreensível, de proximidade - como quem não se apercebe da incomensurável distância que se entala por entre nós independente dos lugares que de momento habitamos. Não se trata da diferença entre as idades (que não é assim tanta). É antes a diferença entre as vontades e entre nossos pequenos elfos internos, condutores do desejo e das razões de viver. E é verdade que esse meu coração é vaidoso e facilmente seduzido pela hipótese de existir alguém que goste de mim. É a minha maior fraqueza, essa filha do desamor que sinto por mim mesmo. E por isso não é por crueldade ou frieza que recuso o convite mas sim pelo conforto de saber quem sou. Ser gostado seria o mesmo que perder-me em súbita indefinição. Prefiro ficar de pé, obrigado.
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Coisas Que Um Gajo Coiso (nº626)
Eu tenho mesmo jeito é para fazer pouco de mim, mas nem isso posso usar para ganhar a vida porque não tirei o curso no Chapitô.
Coisas Que Um Gajo Coiso (nº625)
Para os jovens que me lêem, deixo aqui o seguinte aviso. Eventualmente chegas a uma altura em que reencontras por acaso colegas de escola ou da tua universidade que irão tentar vender-te esquemas de pirâmide.
No room to live in open air
Não fosse o meu talento para me meter dentro da minha cabeça e não conseguiria sobreviver cá fora.
Pensamentos Divergentes (nº312) - Paneleiro
para que não haja confusão,
quando te chamo de panasca, picolho ou paneleiro
é um recurso que, apesar de deveras foleiro,
uso somente para tua irritação
é que ao contrário de ti eu não creio
ser vergonha ou insulto algum
gostar de uma pila na boca ou no cu
- uso isso apenas como um fim que justifica o vulgar meio
pelo prazer que me dá ver o teu receio
de ver em ti um retrato nu
que bem tentas esconder de ti próprio e dos teus colegas de recreio.
por isso saco desse suposto insulto,
como quem tira roupa do teu armário,
confirmando o teu carácter primário
quando o teu ignorante preconceito te deixa assim bruto
se chupar pila te ofende por te dar nojo só de pensar
deixo-te aqui um pequeno conselho:
arranja um gajo armado até ao joelho
que te escove da boca toda a porcaria que dizes no bar
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Pensamentos Divergentes (nº311)
A bravura rebolava-nos pela língua:
naves espaciais fugindo das bordas de buracos negros,
para dizer coisas tão estúpidas e banais que só poderiam ser pedras seminais de amizade sem esqueleto.
Olha para todo meu poder!
Olha como,
munido apenas dos meus sapatos,
consigo andar por cima destes cacos de vidro
enquanto fazemos da falta de balanço uma dança tão quebrada como as esperanças que ainda haveríamos de partilhar.
Onde estás tu agora
e porque não bebemos um copo como antes,
sem tristezas do presente
porque apesar do presente
um dia fomos sirenes de ambulância
ecoando pelas ruas em brilhantes tons de azul e vermelho
ricocheteando entre as paredes dos prédios
como minúsculos duendes que brincam por entre as inalações de Deus.
Pensamentos Divergentes (nº311)
Invejo-te a claridade da morte
, e não é que eu queira morrer,
mas para quem está vivo tudo se ofusca
e tu não estás cá para ver
toda a tua gente em festa
esforçando-se por ignorar
tudo o que realmente lhes habita
num longínquo ultramar.
Tudo isto eu te diria a esta hora
se estivesses eu vivo, agora.
terça-feira, 31 de julho de 2012
Hey sexy lady!
Com todo este estilo e carisma que eu possuo é sempre uma trabalheira quando vou à rua. Ser assim é quase uma maldição, na verdade. Tenho inveja de vocês, pessoas normais.
Liliana
Vamos passar um pano pelos quadros e esquecer as pontuações de cada coração. Deixarei, por ti, todos os meus lindos vestidos escondidos. Todos os meus truques de atenção, também. Tornar-me-ei até numa rapariga sossegada e se possível mais feia ainda. Tudo para merecer o amor de um homem como tu. Porque não preciso mais que qualquer alguém que não tu dirija o seu olhar para mim. E todos aqueles que me tiveram e que eu não tenho desejo de recordar não me tiveram como tu me tens - um pequeno peixe apanhado indefeso na tua rede. Hei-de encolher-me nua, por cima de ti, e esconder-me na tua barba depois de fazermos amor. E sentirás, como eu sinto aí, que só nós alguma vez existimos. Mostrar-te-ei tudo isto e muito mais. Mas precisas de me deixar entrar.
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