Eu já estou habituado a que as mulheres não olhem para mim quando vou na rua. Mas até me sinto bom partido quando ando na rua com a minha miúda e outra mulher a olha dos pés à cabeça com ar de interesse.
sábado, 30 de junho de 2012
Can you see its opposition
A felicidade é-me útil. A tristeza ainda mais. Esta raiva é que ainda não mostrou nenhuma vantagem em ser mantida. Tenho de ver se me livro dela de vez.
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Coisas Que Um Gajo Coiso (nº613)
A fazer "recuperação" de algumas coisas antigas neste blog para uma colectânea pessoal, descobri que este sítio costumava ter imensos comentários. E depois tentei ser um pouco menos parvo e comecei a escrever coisas mais sérias.
Chego à mesma conclusão de sempre - as pessoas gostam mais de mim quando sou palhaço.
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Coisas Que Um Gajo Coiso (nº612)
Gosto de andar com headphones nos ouvidos mesmo que não esteja a ouvir música e tenha o iPod desligado. As pessoas tendem a incomodar menos e ao mesmo tempo dizem coisas que não diriam se não pensassem que não estou a ouvi-las.
Pensamentos Divergentes (nº302)
Não escrevi um único poema desde que te foste embora:
abro aqui a primeira das excepções
levada a cabo por tudo o que outrora ainda não perdi,
a laminada constante do vazio das emoções.
Porque uma vida não reflectida não merece ser vivida
e eu vejo o meu melhor reflexo em ti.
Realização de ausência
Não escrevi um único poema desde que te foste embora.
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quarta-feira, 27 de junho de 2012
Carta que todas as mulheres que me deixaram poderiam ter escrito
Sei que gostarias que eu me fosse lamentar de tudo o que aconteceu e viver com uma perda irreparável no coração de tamanha profundeza e eternidade que por vezes me esqueceria dela por fazer tão parte de mim. Sempre quiseste ser mais do que o pouco que na verdade és e como isso se mostrava impossível recorrias à mentira para que os outros, e principalmente eu, te víssemos como uma espécie de homem interessante e singular. E todo o tempo que eu quis passar ao teu lado e conhecer-te tu escondias-te por receio de eu ver o real e aperceber-me que tinha sido ludibriada. E não é como se os teus medos fossem infundados.
Mas ainda assim é verdade que te amei. Que te amei até que por um breve tempo apesar de perseguires nos teus sonhos diurnos aquelas raparigas bonitas, mais bonitas que eu, que querias obter para ti de forma a beberes da ilusão de ser de maior valor - sempre tiveste um ego pequeno e parasita. É verdade até que me senti feliz na tua presença apesar de seres um rapazinho mimado e confuso que não se sabia desenrascar nem sabia como tratar outra pessoa sem ser para usá-la para si próprio. E é também verdade que foi de vontade e por amor, ilusão e felicidade que te dei o meu corpo e o meu carinho apesar de em parte, e subtilmente, me forçares a tal. Tudo isso é verdade.
Só que eu acabei por usar os olhos para ver. E acabei por ganhar juízo. E não me sinto mal pelo que aconteceu. Quem amarrotou corações aqui foste tu.
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Like a second skeleton
Ainda bem que durante o dia não sou aquela pessoa que é durante a noite. Não conseguiria lidar com tanta fome.
terça-feira, 26 de junho de 2012
"E livrai-nos da Kodak, Amém"
"Vaticano destituiu bispo que foi fotografado na praia com uma mulher"
Mas àqueles que se metem com putos é difícil que lhes aconteça seja o que for. Não compreendo estes gajos. Se calhar o problema é só a questão das fotografias - não tarda o Papa vem dizer que a Canon vai contra o cânon da igreja.
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Saramago Jr.
Os muros perguntam que vais tu fazer, esta rua é sempre a mesma coisa com as viúvas tristes e os putos ranhosos, nem muros nem gente com um pingo de sentido de direcção, colados ao chão que os viu andar como que para algum lado, e tu andas pensando ser melhor que esses outros que tanto suspiram enquanto evitas explicar essas coisas feias que metes nas veias para estares perto de ti sem ter vontade de fugir.
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Coisas Que Um Gajo Coiso (nº611)
Devo ser o gajo mais dependente e mal habituado de sempre porque 48 horas sem lábios para beijar parece-me tempo demais.
They will haunt you in slumber, the depths you have seen
Chega a ser ridículo o quão tenho de me manter ocupado de forma a cansar-me, de forma a estar entretido nesta fossa existencial. Esgotar-me para não ter tempo de parar e de chegar à realização de como isto está negro.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
5 razões pelas quais eu adoro beber whisky e por isso tenho de ter cuidado para não me tornar um alcoólico para poder continuar a beber whisky à vontade
- Gosto de ver como o líquido se tenta agarrar às paredes internas do copo. É uma espécie de metáfora visual para a minha vida, mas não sei ainda o que significa exactamente.
- Após alguns goles a garganta abraça-se a si própria. Não se cala, mas silencia-se o suficiente para me deixar ouvir a mim próprio e saber o que gostaria de poder dizer como gostaria de o dizer.
- Sinto-me mais próximo do resto do mundo. E por isso é quando escrevo melhor, ou pelo menos quando escrevo sobre aquilo que eu acho mais interessante.
- Um cigarro sabe sempre melhor durante ou depois de um whisky.
- No fim fica o calor nos lábios. Como se estivesse a beijar o Sol e a recordação permanecesse na pele da boca. Como o primeiro beijo.
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Socorro!
"Passos diz que se for necessário, haverá mais austeridade"
Isto é como a gente queixar-se ao pasteleiro que os bolos dele sabem a merda e ele resolver o assunto recheando-os com merda a sério em vez de usar o substituto.
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A a A
Atravessaste a sala como que só para dizer com a sola dos teus sapatos que a minha palavra não valia mais que a jura de um drogado em ressaca. Eu que prometia não me apaixonar - vis viliridades úteis para desencontros a hora marcada.
Assim me marcou no peito essa chapada de vestido leve, torcida à vontade das tuas coxas que me ignoravam a expansão dos cotovelos dos lábios. Sobejou na fome dos olhos a tua presença, inundou e verteu-me o impulso do coração praticado mas fora de uso.
Ama-me ou dá-me amor e, palavra de honra, jamais saberás do meu desejo por ti.
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Coisas Que Um Gajo Coiso (nº610)
Há anos que a minha namorada me diz que é estranha a maneira como, sem qualquer tipo de esforço ou intenção, atraio para ao pé de mim desconhecidos bêbados e pessoas malucas ou instáveis, chegando a ficar preocupada quando sai comigo à rua.
Preocupa-me que isto seja tudo uma questão de darem a um iniciado caçula as boas vindas ao clube. Entretanto, há sempre a hipótese de pequenas aventuras.
domingo, 24 de junho de 2012
Mysery will you comfort me
Entreter-me-ei com a solidão.
Pensamentos Divergentes (nº301)
Esta noite "salvei" um bêbado que não era bêbado
porque
aliás
ele nem bebia.
Caiu-me em frente do carro,
boca em sangue e calças pelos joelhos,
sem se conseguir levantar sozinho.
Não encontrava as chaves de casa,
que foram perdidas à socapa para não acordar a esposa
- que isso sim era um sarilho.
Levei-o quase ao colo,
ele coxo e eu coxo por ele também,
para o deixar em paz
com vidros a partir,
a esposa a choramingar,
e a ambulância a chegar.
A minha missão,
e a tua também se o aceitares
e à minha contradição,
é beber do mundo o que os bêbados não puderem mais.
sábado, 23 de junho de 2012
Overstimulated and undermotivated, you start a million things and never finish one of them
Um dia destes ainda conseguirei levar algo até ao fim.
Vasectomia moral
As pessoas em geral e os familiares em particular não percebem que eu diga que não sei se um dia terei filhos. Torce-se o nariz e diz-se que "daqui por uns anos" irei querer ter filhos - que é trocar alhos por bugalhos. Tenho bastante certeza que, daqui por uns anos, terei vontade de ter um ou mais catraios. O que não sei é se tenho meios para os ter.
Não falo de meios financeiros. Não sei se terei outro tipo de meios mais importantes que o dinheiro.
Farto-me de os ver. Pessoas que têm filhos como forma de tentar fortalecer uma relação amorosa que está a findar. Pessoas que têm filhos porque é o próximo passo a dar. Pessoas que têm filhos porque acham que é giro. Pessoas que têm filhos para aumentar a sua própria auto-estima. Pessoas que têm filhos porque querem ter filhos e querem ser pais e não porque querem trazer ao mundo e criar um indivíduo separado deles, com vontades e desejos diferentes do que aqueles que lhes são planeados.
Farto-me de os ver. Pessoas que têm filhos mas não têm estabilidade emocional ou psicológica para dar a uma criança aquilo que ela precisa para além do material. E infelizmente a maioria dos pais que andam por aí não são pais - são fábricas multiplicadoras de desespero.
Eu quererei ter filhos mas não sei se os terei. Porque tenho primeiro de me encarar como sendo digno da tarefa que é ser pai. E não sei se esse dia chegará.
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sexta-feira, 22 de junho de 2012
Coisas Que Um Gajo Coiso (nº609)
Nota para mim mesmo: Se fores ao supermercado e comprares apenas farinha e Bushmills, vais receber olhares estranhos das pessoas.
Portugal olé
Quando nos morre alguém, quando o amor nos acaba, ou quando sucede outro tipo qualquer de catástrofe pessoal e o mundo continua como se não tivesse acabado, e as outras pessoas prosseguem nele normalmente sem saber que andam sobre afiados estilhaços das ruínas do que foi. Há uma estranheza na justaposição do nosso desespero com a sempre persistente e despreocupada existência de tudo o resto. E é mais ou menos isso que eu sinto neste momento.
O país está na merda e as coisas ainda vão piorar antes de começarem a melhorar. E há talvez um punhado de pessoas que tentam lutar realmente por um país melhor, mesmo que as suas acções sejam inúteis. Mas a selecção ganha jogos de futebol e por isso as pessoas vão festejar à rua e de repente Portugal é o maior. E toda a gente parece convencida que isto de ter milionários analfabetos a correr por um campo tem algum tipo de importância e algum tipo de impacto positivo para nós. Talvez seja porque eu nunca consegui gostar realmente de futebol e porque também nunca fui uma pessoa religiosa e portanto sou incapaz de me apegar fervorosamente a um conceito intangível sem impacto observável no mundo real. A verdade é que não consigo compreender. E portanto parece que eu é que estou a mais.
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Coisas Que Um Gajo Coiso (nº608)
Toda a gente vê o mundo de forma diferente e cada pessoa está convencida que só ela é que vê a realidade pelo que ela é. E quase ninguém se apercebe sobre o ridículo da sua situação.
quinta-feira, 21 de junho de 2012
It's so damn cliché that it's clever, it's so fucking false you think it's true
Só pode ficar para trás quem tenha mais que um destino à escolha.
Recapitulemos
Ia escrever um poema bonito qualquer sobre a minha inutilidade mas após a terceira tentativa de primeira quadra percebi que era inútil. Vamos ser crus.
Tenho 26 anos e nenhum talento real que possa usar na vida. Tirei um curso que não me serve para nada e hoje, só hoje, já nem sei se quereria que servisse. Perspectivas de futuro são nulas e o presente torna-se insuportavelmente enfadonho.
Não ando a conseguir escrever como quero. Perdi os calos dos dedos por ter deixado de tocar. Desenhar neste momento deixa-me enjoado só de tentar. Ando demasiado desmotivado para me permitir tirar prazer de coisas que, neste momento, encaro como supérfluas. Porque ou não sou suficientemente bom em tudo aquilo que me dá prazer, ou tudo o que me dá prazer não tem relevância para conseguir fazer a minha vida.
E por isso agora, qualquer tipo de actividade artística que eu possa ter aqui neste blog ou lá fora no mundo parece-me ser algo pequeno, muito pequeno. Já não me chega. E sempre que, no passado, cheguei a este ponto essa insatisfação forçou-me a derrubar tudo para tentar construir algo melhor. Mas aparentemente não tenho mais revoluções internas para batalhar.
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quarta-feira, 20 de junho de 2012
Coisas Que Um Gajo Coiso (nº607)
Andei uma porradona de anos na universidade e a única competência que adquiri foi não ter vergonha da lata que tenho.
terça-feira, 19 de junho de 2012
Just enough to float
A nadar em inutilidade.
Não assistido
Aceitei não fazer nada por saber tudo o que já te tinham feito. Quase que me imploraste até eu conceder o teu pedido. Horas e dias de segredo para não mais te magoar porque a tua mágoa já era interminável. Dizias não ter cura, quando na verdade todos nós é que estávamos doentes e só tu vias o mundo real. A tua visão estendia-se até ao infinito - para trás e para frente - e daí a tua vontade de parar. E eu sabia que era inevitável. Ninguém poderia impedir que, mais cedo ou mais tarde, isso acontecesse. Ninguém te conhecia melhor que eu.
Não aguentavas mais. Querias-me para testemunha silenciosa. Porque se ninguém te visse a morrer era como se tivesses só desaparecido e tu querias era morrer. Querias partilhar o último e mais feliz momento da tua vida com alguém próximo. E eu, o teu melhor amigo, deixei-te morrer. Estive contigo. Fiz-te companhia. Vi como punias o teu próprio corpo, como já to tinham feito de muitas formas, numa teimosa zanga para ver qual desistia primeiro. E foste tu quem ganhou porque eu nada fiz. Fiquei em silêncio até mesmo quando o teu corpo embranquecia e a vida se esvaia das tuas veias. A última coisa que tu fizeste neste mundo foi agradecer-me. E eu não fechei os olhos, nem se quer desviei o olhar. Vi até ao fim, como pediste. Vi como o teu peito por uma última vez lutou para se erguer até ao céu e falhou. Deixei-te morrer como querias e nunca ninguém o soube.
Existe somente em mim o último bocado de ti neste mundo. Devolver-to-ei quando chegar a minha vez.
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domingo, 17 de junho de 2012
Coisas Que Um Gajo Coiso (nº606)
Já aprendi a lição mas falta-me a prática. Ainda não sei distinguir de forma precisa os momentos para erguer a voz dos momentos em que devo manter a boca fechada.
Pensamentos Divergentes (nº300)
Não cetim as pálpebras dos teus suspiros
rolos de segredos por outrora revelar
na câmara dos que passam sozinhos
uma melhor carta virá, virá, virar.
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