Fugir dos problemas é sempre solução quando os problemas são o sítio onde estás.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Coisas Que Um Gajo Coiso (nº595)
Por vezes acontecem coisas tão absurdas nos nossos sonhos que nos apercebemos que são impossíveis e que estamos a sonhar. Esta noite aconteceu-me isso mesmo porque "Não é normal ter tanta mulher atrás de mim".
Desde que acordei que achei isto tão triste que ainda não parei de rir.
Coisas Que Um Gajo Coiso (nº594)
Peço desculpa pela minha súbita ausência. Tive a urgente missão de ir a Lisboa perpetuar o estereótipo de que os Alentejanos não sabem conduzir na cidade.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
I think that next summer, if we're still all alive, we should try to jump into some water and focus on getting high
Esqueçam tudo o que já escrevi neste blogue. A única coisa de útil que alguma vez poderei dizer é que parecemos menos feios ao espelho quando estamos a tentar ser dentro de um ano quem queremos ser dentro de um ano.
domingo, 13 de maio de 2012
Pensamentos Divergentes (nº286)
raiva
que me nasce da barriga
se estende nos meus membros
vem o medo da sombra que largo
me comer dos pés para cima
sábado, 12 de maio de 2012
Mister pants for romance is not
Este calor faz-me maravilhas à líbido, mas sem ar-condicionado quem raios aguenta copular assim?
Coisas Que Um Gajo Coiso (nº593)
Aquele momento decisivo em que não sabes se é um pentelho ou se te caiu um cabelo mais encaracolado.
Pedro Passos Coelho tem razão
Não leram mal o título. Por grande que seja o meu asco pelos políticos portugueses, em particular pelos das direita e mais particular ainda pelo Passos Coelho, numa coisa ele tem razão. Afinal de contas, até um relógio avariado dá as horas certas duas vezes por dia. E eu sei que vocês não estão a gostar nada de ler isto mas dêem-me uma oportunidade para explicar.
É que como se lê no Público Online " O primeiro-ministro apelou hoje aos portugueses para que adoptem uma “cultura de risco” e considerou que o desemprego não tem de ser encarado como negativo e pode ser “uma oportunidade para mudar de vida” ". Começando pela parte final, é uma estupidez dizer a alguém desempregado para não considerar o desemprego como algo negativo, embora no seu mais básico seja verdade que isso pode ser considerado como uma oportunidade para mudar de vida. Falta de empatia por parte do primeiro-ministro à parte, estou de acordo com a primeira parte da afirmação de que os portugueses têm de ter um outro tipo de atitude, particularmente os jovens.
Uma das coisas mais difíceis de aprender é a não viver dominados pelo nossos medos e inseguranças. É das mais difíceis porque passamos pelo menos as primeiras duas décadas formativas da nossa vida a aprender o oposto. A ter medo de tudo e mais alguma coisa e a jogarmos pelo seguro; a agarrarmo-nos ao que não nos magoa mas que também não nos recompensa. E é assim que os catraios ficam proibidos de subir aos muros, os adolescentes entram em bons cursos da universidade com "saída profissional" mas que não lhes interessam para nada e os adultos não têm confiança para seguir em frente esmagados por tudo o que lhes correu mal na vida.
Uma das coisas mais difíceis de aprender é a não viver dominados pelo nossos medos e inseguranças. É das mais difíceis porque passamos pelo menos as primeiras duas décadas formativas da nossa vida a aprender o oposto. A ter medo de tudo e mais alguma coisa e a jogarmos pelo seguro; a agarrarmo-nos ao que não nos magoa mas que também não nos recompensa. E é assim que os catraios ficam proibidos de subir aos muros, os adolescentes entram em bons cursos da universidade com "saída profissional" mas que não lhes interessam para nada e os adultos não têm confiança para seguir em frente esmagados por tudo o que lhes correu mal na vida.
Fazendo-se as coisas às direitas (ignorando o oximoro), ensinavam-nos que podíamos fazer as coisas mal e que errar não tem nada de errado. Mas parece que desde os Descobrimentos que Portugal se veio a tornar num povo cobardolas, muito por culpa das estirpe da direita. Fazendo-se isto bem, tinham-nos ensinado antes a seguir as nossas paixões e tolices e quando isso não corresse bem incentivar-nos-iam para continuar a lutar em vez de estar lá para dizer "Eu não te disse?" ou "Vês no que te foste meter?".
Tenho 26 anos. Estou desempregado há pouco tempo, muito menos que grande parte dos meus colegas e amigos. E sempre quis escrever e talvez um dia fazer disso a minha vida e só agora estou a aprender, aos poucochinhos, a tentar saltar por cima daquele medo que me diz sempre para desistir e que não vale a pena tentar. É que nem é preciso ficar à espera que os outros façam pouco de mim quando eu falhar - fui tão bem treinado que faço isso a mim próprio. E não há nada que eu tema mais do que passar por ridículo, mas como diz o 'Tuga, quem não arrisca não petisca e eu já me fartei de me fazer passar fome.
Tudo isto à parte, não é só o desempregado que tem de lutar. Têm de haver algumas condições externas (culturais ou económicas) que recebam ou amparem quem precisa e quer arriscar. E não é isso que o primeiro-ministro quer fazer. Por isso, para vocês que se deram ao trabalho de ler tudo respirarem de alívio, no final deste texto deixo esta frase: o hipócrita do primeiro-ministro que se arrisque a ir apanhar no cu.
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sexta-feira, 11 de maio de 2012
Coisas Que Um Gajo Coiso (nº592)
Os dias mais perigosos são aqueles em que eu não tenho medo das consequências de dizer o que me dá na gana dizer.
I know because the fuckers got me too
Dizes que o problema foi eu sempre ter sido um intelectualóide e pensar demais e não ter chegado a ser criança. Um menino prodígio com más notas por não se conseguir concentrar.
Eu cá acho que o problema é mais ninguém se aperceber desde cedo exactamente o quão fodido está para o resto da sua vida.
Pensamentos Divergentes (nº285)
o teu nome
desde aqui
só significa desespero
neste quarto sozinho
com o teu cheiro
em que as memórias escorregam das paredes
e rolam no chão para tropeçar
e com que cara posso eu falar
ou respirar
sílabas que não posso mais juntar
e tu
que já não vens
o mundo que não acaba logo
como é suposto
venha o seu fogo
para queimar tudo o que resta no nosso firmamento
minhas roupas esfarrapadas como eu
Romantonautas, espectadores impassívos e vítimas de amor à primeira vista
Quando nos apaixonamos por um desconhecido apaixonamo-nos não por quem é mas por tudo o que não é. O que apaixona é tudo o que a pessoa pode ser e portanto o amor que se sente é amor pelo desconhecido e pelas infinitas possibilidades e hipóteses que se tapam em mistérios que pedem para ser revelados. É o potencial da descoberta que nos atrai, como quem joga no Euromilhões porque enquanto se desconhecem os resultados há sempre a remota hipótese de calhar a sorte grande.
E é como tudo o resto: há sempre vícios e viciados. Há quem se vicie pelo oculto e pelo desconhecido do outro. E para muitos acontece que, por o amor ser pelo desconhecido e não pela pessoa, quando mais se desvenda o mistério menos mistério ele se torna e portanto perde o interesse. Às vezes nem precisa de ser porque ao conhecer o outro se percebe que ele nem tem os atributos que mais apreciamos. Às vezes é só porque perdeu a piada e a adrenalina da procura de conhecimento. E o que não falta por aí são outros mistérios à espera de serem descobertos.
Não é nada de negativo, na verdade. Muito pelo contrário. É a curiosidade e a paixão pelo desconhecido que nos dão razão para existir. O truque parece antes estar em aprender a amar para além do mistério, a amar o processo de descoberta em si e não só o desconhecido. E é isso que há de mais maravilhoso nas pessoas, há sempre algo mais para descobrir. Nem que seja porque estamos sempre a mudar e a mudarmo-nos uns aos outros.
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quinta-feira, 10 de maio de 2012
Este blogue esteve quase quase a mudar completamente de aspecto
Depois acagacei-me e ficou assim.
E entretanto esqueci-me de jantar.
Merda.
Actualização: Após dormir sobre o assunto acabei por o pôr praticamente como estava.
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Still about me now
Se eu alguma vez parecer que eu sei o que estou a fazer é por acaso porque eu nunca sei o que raios estou eu a fazer e como é que venho parar no meio destas situações.
Coisas Que Um Gajo Coiso (nº591)
Vai-se a chuva, aparece o Sol e de repente a rua encheu-se de mulheres e jovens raparigas.
Não me estou a queixar.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Pensamentos Divergentes (nº284)
entraste como uma tempestade
pensamentos a ribombar
descoordenados sentires como fazemos em dias que o peso que carregamos
gravita prestes a filtrar pelos pequenos espaços que se guardam sempre para depois
dá-me a tua mão
e eu tentarei mostrar
que o amor só tem os limites que lhe pintarmos à força dos nossos medos
e repousa nos meus ombros que o dormir é descanso e amanhã haverá um amanhã
terça-feira, 8 de maio de 2012
Coisas Que Um Gajo Coiso (nº590)
O Cerberus não devia antes ser descrito como três cães com o mesmo corpo em vez de um cão com três cabeças?
Coisas Que Um Gajo Coiso (nº589)
Em dias de calor, o factor determinante da direcção do meu penteado é se conduzi ou se fui no lugar do passageiro.
Coisas Que Um Gajo Coiso (nº588)
Só quem visita os seus cantos mais escuros vê na sua plenitude a auréola da claridade.
Oh your mask is slipping
É quando estou no meu mais neurótico que me sinto pior e estou no meu melhor.
As Aventuras de Capitão Arruína-Tudo!
O único super-herói equiparável ao Capitão Arruína-Tudo é o Doutor Cirncunstância Infortuna, mas infelizmente não me deu autorização para o retratar.
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Pensamentos Divergentes (nº283)
militarizemos os nossos quartos
façamos guerra nas nossas camas,
mesmo que seja a fingir
diz que me amas.
se queres conhecer o frio
como o conheço,
queres conhecer o meu corpo
como o conheço,
vê como é solitário o nosso amanhecer
porque dizes todas as coisas erradas
no momento certo
senta-te aqui ao meu lado
neste deserto,
escorre líquido dos lábios para eu beber
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Pensamentos Divergentes (nº282)
enquanto sinistros artefactos se erguiam
misteriosos no colchão dos físicos umbrais
ninfas de desassossego pulsavam nos pés,
um pântano de amor rendido na teia dos sentidos
para beijar
uma
vez
mais
Leiloar o Cavaco Silva pela internet poderá ser solução para resolver recessão portuguesa
"O esqueleto de um dinossauro vai a leilão este mês pela Internet, com uma base de licitação de 875 mil dólares (671 mil euros)"
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Yip yip yip yip yip yip yip yip
É Segunda-Feira.
domingo, 6 de maio de 2012
Pensamentos Divergentes (nº281)
minha amiga, meu amor
julgo sabermos viver a mesma dor
do tocar sem saber poder tocar
e do cruel ceder de um possível terno olhar
e se eu fosse teu cavaleiro escondido em armadura
levava-te para longe para uma nova aventura
para um sítio sem hesitações, dúvida ou saudade
podendo abraçar-te de verdade
tudo o que eu quero é poder ser o teu cais,
porque há algum lugar em que o céu estrelado brilha mais
e a noite é quente que chegue para dormirmos ao relento pelas ruas
e fria o suficiente para nos aquecermos as duas
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Just a matter of time
Quem ama de portas abertas é roubado e nem se rala com isso.
Coisas Que Um Gajo Coiso (nº587)
Não tenho a certeza se algumas das minhas bandas favoritas simplesmente estão a fazer álbuns cada vez mais fracos ou se os meus gostos mudaram ligeiramente e a nostalgia é a única razão pela qual ainda gosto das suas coisas mais antigas.
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