sábado, 30 de julho de 2011

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Camaleão do Karma


Balanço cósmico é, no espaço de uma semana, assistir a um parto e encontrar um corpo.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

We deserve a beating can someone teach a lesson


Até acharia piada se não me sentisse tão zangado. Que se foda a adolescência, hei-de ouvir punk até morrer.

Para a Lia


Não era este mundo que eu queria para ti.
Não queria um mundo em que tivesse de transbordar tanta mágoa e tanta dor. Não queria um mundo em que tivesse de te explicar porque se matam pessoas ou porque é que alguém ainda passa fome ou porque é que alguns são odiados só pela cor da pele, por quem amam ou por que divindade acreditam.
Acima de tudo, não queria para ti um mundo em que aqueles que poderiam melhorar o mundo não acreditam poder mudar o mundo.

E eles vão-te ensinar a vida às avessas. Vão-te dizer que é errado questionar a autoridade quando isso é o melhor que podes fazer. Vão, à força, mandar que te encaixes numa forma oficialmente standardizada, burocraticamente comprovada por quem acha saber mais que tu, para que sejam todos igualmente medíocres. Vão-te arrancar aos poucos os sonhos e a imaginação por não os considerarem produtivos ou por inveja de uma riqueza que nunca conhecerão. Vão-te ensinar coisas que sabem serem falsas porque é o que é suposto fazerem.

E eu queria dizer-te para fugires, para ouvires cada palavra com um papel numa mão e uma pedra na outra e para destruíres tudo o que te derem como sendo certo. Mas não posso. Tenho medo de já ser um deles.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Bananas help me unwind - watermelon makes it awesome



Depois há os dias em que a noradrenalida, a seratonina e a dopamina se chateiam umas com as outras e decidem fazer as malas e abalar.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

I may have a bit of the bubbly myself


Hoje é dia para celebrar da melhor forma que eu conheço.

O quarto


o corpo vago
olha da cómoda
suada de ornamentos
incómoda
espera por tempos
incrustados
na planta da memória
para tomar em drageias
não-vivas
por
ver
que
vai
ser

quinta-feira, 21 de julho de 2011

"Não gosto de livros, LOL! xD"

Porque já não fazia uma merda destas há imenso tempo e porque o zero esfriado ma atirou para cima


1 - Existe um livro que lerias e relerias várias vezes?

Sim e já o fiz. Mas admito que ultimamente não ando de muitas leituras por lazer.

2 - Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?

Explicação dos Pássaros do António Lobo Antunes. Em parte porque quando o comecei a ler não estava com muita paciência e entretanto ficou no fundo da lista de coisas para ler.

3 - Se escolhesses um livro para ler para o resto da tua vida, qual seria ele?

Provavelmente uma obra poética de algum dos meus favoritos. Seria melhor para passar o tempo e descobrir coisas novas do que propriamente uma história com princípio, meio e fim (ainda alguém há-de mandar vir com esta afirmação).

4 - Que livro gostarias de ter lido mas que, por algum motivo, nunca leste?

... nunca acabei de ler a Bíblia...

5- Que livro leste cuja 'cena final' jamais conseguiste esquecer?

1984 do Orwell.

6- Tinhas o hábito de ler quando eras criança? Se lias, qual era o tipo de leitura?

Lia imenso porque em vez de amigos tinha livros. Não discriminava muito na altura, lia tudo o que me caía nas mãos desde aventura, romance, ficção e alguns livros mais técnicos.

7. Qual o livro que achaste chato mas ainda assim leste até ao fim? Porquê?

Mundo do Fim do Mundo do Luís Sepúlveda porque na altura (há mais de 10 anos, foda-se) tinha panca pelo Luís Sepúlveda e não queria acreditar que o livro era tão mau como me parecia.

8. Indica alguns dos teus livros preferidos.

1984, Contacto, Admirável Mundo Novo, Crime e Castigo, Assim Falava Zaratustra, John Dies at the End e as colecções de Spider Robinson, Douglas Adams, David Sedaris e outros.

9. Que livro estás a ler neste momento?

Porque não me apetece dizer quais são os dois que ando realmente a ler neste momento, vou dizer um terceiro que ando a pegar aos poucos e que é a obra completa do William Shakespeare na língua original, gentilmente emprestado pela Patrícia.

10. Indica dez amigos para o Meme Literário:

Patrícia, Joana, Benjamim, Cristina, Sacana, Mariana, R, André, Carvalho e Hugo.

I don't believe in time


Não é apenas por eu ser um grande cromo que gosto de ficção científica. Gosto de ficção científica pela mesma razão que toda a gente que gosta de ficção científica gosta de ficção científica. É porque este mundo não chega e sabe bem fantasiar sobre um universo onde existem viagens interestelares e eu podia pegar na minha nave espacial e ver-me livre de todos vocês de uma vez por todas.

Tenho andado uma pisca temperamental ultimamente


quarta-feira, 20 de julho de 2011

Baby BOOMers



"Não incomodes o bebé, que o acordas".

Quando somos pequenos e temos algum tipo de contacto com um novo membro da raça humana, os adultos à volta entram em pânico. É normal que uma criança, com toda a curiosidade em saber de onde as coisas vêm, queira apenas observar e experimentar com um bebé; e é normal que um bebé, que ainda não aprendeu as subtilezas de disfarçar os desejos e aspirações humanas, queira apenas sentir prazer ou dormir na ausência de prazer.
Uma criança e um bebé na mesma casa são uma constante fonte de stress nos adultos. E quando a criança somos nós, da forma que os adultos falam, incomodar um bebé que dorme é um pecado capital punível com algo pior que a pior das mortes. Levar-nos-iam a crer que um bebé inconvenientemente desperto comporta o risco dele explodir e levar metade da casa, da louça e da mobília com ele.
Não muito tempo depois começamos a perceber que a preocupação com o sono do bebé não é a saúde do bebé. Quer dizer, isso é a razão que toda a gente dá, mas não é mesmo essa a razão. A razão é que (e toda a gente que está a ler isto já sabe o que vou dizer) se o bebé acorda mal disposto dá trabalho e é chato. Os adultos ficam mal-dispostos não por preocupação com a saúde do bebé mas por preocupação com a sua própria saúde mental.

O bebé cresce e torna-se criança que quer chatear outros bebés. Os adultos, no entanto, ficam mais ou menos na mesma mas só que sem bode expiatório. A criança acorda a meio da noite com um pesadelo e interrompe o coito ou, mais importante ainda, o sono dos pais. Como o pesadelo de outra pessoa é algo demasiado insubstancial para nos zangarmos com ele, a irritação dos pais é com a própria criança - Afinal de contas, a cabeça é dela logo a culpada é ela.
O mesmo quando a criança está apenas triste, porque é difícil aceitar que uma criança possa estar triste. Porque é difícil de compreender que a tristeza é uma coisa normal e até saudável, e que uma criança também se possa sentir triste. Porque a tristeza de uma criança lembra-nos as nossas tristezas e ninguém se quer lembrar das suas tristezas. Dizem a medo "Que se passa contigo, porque choras?". Os mais estúpidos e os mais assustados dizem "Vê lá se queres que eu te dê uma razão para chorar", porque uma dor física é mais fácil de sustentar que uma dor emocional e assim como assim vamos tentar disfarçar a dor de dentro com uma dor de fora.

Claro que em adultos fazemos isto uns com os outros. Os problemas dos outros só nos interessam quando não ameaçam fazer surgir os nossos próprios problemas e quando nos distraem deles. E agora que já disse isto vou fumar um cigarro. Até logo.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

"Papava-te esse sovaco todo"



Aparentemente, os gajos do marketing ou o raio que os parta, na tentativa de ganhar mais dinheiro e achando que já exploraram ao máximo as inseguranças femininas, decidiram criar novas inseguranças para explorarem.
Parece que A depilação frequente e a irritação da pele podem deixar as axilas vermelhas, sensíveis e até com manchas cutâneas. Assim, Dove desenvolveu Beauty Finish, um desodorizante à base de pearlescent mica, um mineral natural, que ajuda a melhorar a aparência da pele, deixando as axilas mais bonitas.


Até este anúncio eu - e desconfio que a maioria das mulheres - não sabia que podiam haver axilas bonitas e axilas feias, e muito menos que a estética das axilas era algo importante ou que axilas bonitas era uma coisa a alcançar. Tanto que este novo produto, segundo a própria empresa, é um "acessório essencial para o dia-a-dia". Imagino a quantidade de mulheres que, até ver o anúncio, não tinha percebido que tinha um sovaco feio. O próprio anúncio, perto dos 12 segundos, parece fazer pouco do conceito do produto que tenta vender, ao colocar uma mulher a perguntar de forma incrédula "Axilas?". Até os gajos que tentam vender aquilo sabem que é uma ideia ridícula e não estão convencidos de que conseguem passar a perna a alguém com mais um acessório inútil e caro.
E atenção, eu já sabia que há aí uma pequena quantidade da população que tem um fetiche por axilas (ainda pensei em deixar para aqui uns sites, mas depois de dar uma vista de olhos decidi poupar-vos), mas acho que isto de explorar a vaidade e a insegurança das pessoas está a tornar-se extrema ao ponto do ridículo. Não tarda começam a dizer às mulheres que deviam maquilhar as vaginas...


Foda-se.
.

domingo, 17 de julho de 2011

sexta-feira, 15 de julho de 2011

I went to college once, but all they found were rats in my head


Eu admito que vos uso e objectifico. Não é por uma questão de machismo; eu uso e objectifico toda a gente. A única diferença é que vocês têm intersecções que me são mais interessantes.

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº 514)


Sou um homem de desejos simples. A única coisa que queria era que toda a gente me adorasse e que as mulheres bonitas ficassem húmidas só de pensarem em mim.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

I just want a girlfriend


O dia-a-dia do meu amigo R. Principalmente aos 1:40.


I'm sorry dude, but it's so true.

Pensamentos Divergentes (nº192)


Quero ser o químico no teu cérebro que te contorce antes do adormecer
e que fiques em ressaca de mim até ao último adormecer.
Que o meu nome, sinónimo de mágoa, fique injectada no chão da tua boca
ameaçando transbordar a cada palavra com intenções de alegria.

É que a felicidade é efémera
mas a dor fica para sempre.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº 513)


5 passos fáceis para um idiota do séc. XXI:
  1. ir mijar a ouvir música
  2. pila numa mão, iPod na outra
  3. procurar música pretendida no iPod
  4. mijar a sanita toda
  5. ficar com um ar surpreendido.

Eu andei na universidade.

Does anything mean anything?


Essas coisas do existencialismo e profundidades e introspecção assentam-me mal no estômago. Devia estar em discotecas a dançar. Andamo-nos a enganar.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº 512)


Sei que estou fodido quando, em momentos de maior ansiedade e depressão, o único pensamento que me acalma, anima e no geral me consola, é o de que um dia eu vou estar morto, bem como toda a gente, e nada do que me aflige tem importância alguma.

Troubles win in this town, troubles don't turn upside-down. They shit on the last bit of fun



Este Verão decidiu que, à força toda, me iria pesar cada momento de felicidade.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº 511)


Só agora me apercebi que a cena do "E viveram felizes para sempre" implica que as personagens sejam imortais. O triste é que esta realização não torna a frase mais dificil de acreditar.

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº 510)


Sou mais esperto do que aquilo que me convém e não sou nem metade do esperto que julgo ser.

Combinação tramada.

terça-feira, 5 de julho de 2011

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Coisas Que Um Gajo Coiso (nº 509)


O problema de ter um passado devoto ao niilismo é que ao ter de tomar a decisão de perdermos tempo com os outros ou connosco é puramente supérflua pois é tudo perda de tempo de qualquer das formas.

Pura poesia nas portas dos WC's das estações de serviço:


Entre os clássicos Mamo camionistas's e Gosto de levar no cu's acompanhados de números de telemóvel, encontrei a magnífica frase "Tenho um tesouro no fundo das costas".

Nunca irei ter este talento literário.

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